10 macro-tendências, 42 tendências, 10 blocos de Insights de Marketing aplicáveis e mais de 30 fontes verificáveis. Um guia profundo, sem dados inventados, para profissionais do turismo entenderem o que já está mudando o comportamento do consumidor e traduzirem cada tendência em ação prática no seu negócio.
Em 2025, 1 bilhão e 520 milhões de pessoas cruzaram fronteiras internacionais. Mais gente viajando do que em qualquer outro ano da história. Em 2026, a projeção sobe para 1,58 bilhão. Mas o dado mais importante não é o volume.
É a transformação radical no porquê as pessoas viajam, no como escolhem e no que esperam de você, trade do turismo. Tendência não é o que compram, é como e por que compram. E o que está mudando agora não tem nada a ver com destinos em alta, tem a ver com comportamento de consumo.
Aqui você encontra a síntese de mais de 30 estudos, relatórios e pesquisas, organizados em 10 macro-tendências e 42 tendências. O diferencial desse guia está em três camadas: tendências globais com dados reais, recortes nacionais e internacionais que ilustram cada tendência na prática, e um bloco de Insights de Marketing aplicáveis ao final de cada macro-tendência. A intenção é que você saia daqui com clareza sobre como traduzir cada tendência em ação concreta no seu negócio.
Cada bloco é um capítulo independente, com falas estruturadas, dados verificáveis, exemplos de aplicação e provocações direcionadas ao trade. Clique para mergulhar.
A maior revolução no turismo de 2026 não é tecnológica. É emocional. Boa parte dos viajantes não pergunta mais "para onde vou?", e sim "como eu quero me sentir?". A Hilton chamou de Férias com propósito (Whycation). A Accor criou o conceito de Menu de Emoções (Vibe Menu). E os dados mostram que estamos diante de uma mudança estrutural na forma como o produto turístico precisa ser desenhado, comunicado e vendido.
A Hilton, em pesquisa com 14 mil viajantes em 13 países, cunhou o termo Whycation: viagens motivadas pelo porquê emocional, não pelo destino. Nenhuma das três respostas mais votadas é um lugar. São estados emocionais.
A Accor pesquisou 4.300 viajantes em 9 países e mapeou 8 emoções que guiam as viagens em 2026. Imagine o site começando por "como você quer se sentir?" em vez de "escolha um destino".
As tendências emocionais não nascem do nada. São resposta a um contexto de tensão permanente que define o consumidor de 2026.
Validação local da onda emocional global: o viajante brasileiro também já não compra destino, compra significado.
Se a sua empresa ainda vende destino, está vendendo commodity. Quem vende emoção vende diferencial. Revise todo o seu material: onde está o "porquê" emocional da viagem que você oferece?
O Inhotim (Brumadinho/MG) foi incluído pelo New York Times na lista dos 52 lugares para visitar em 2026. A Travel + Leisure elegeu o Brasil como destino do ano. A onda emocional global está pedindo exatamente o que o Brasil tem em abundância: natureza, cultura viva, autenticidade.
Em 2026, Joseph Pine (autor de The Experience Economy, 1999) publicou a atualização do conceito que mudou o turismo nas últimas duas décadas. A nova fronteira não é mais oferecer experiências memoráveis, é entregar experiências transformadoras. O viajante não busca apenas uma viagem, busca uma nova versão de si mesmo. Por isso o storytelling e a construção de narrativas profundas estão em alta, e tanto o TikTok quanto o Instagram passaram a permitir vídeos mais longos: as plataformas perceberam que usuários abandonavam a rede quando o conteúdo era raso demais, indo para YouTube, buscadores e IA. Pesquisas mostram que vídeos médios e longos hoje ganham mais atenção que vídeos curtos.
Wellness não é mais spa e massagem. É filosofia completa de viagem. O mercado global está projetado para US$ 2,1 trilhões até 2030, crescendo 12,4% ao ano. Mas o que mudou é que o bem-estar virou o motivo da viagem, não o complemento dela. Foi a tendência nº 1 identificada pela Revista Tendências do MTur, com mais aparições em 33 publicações analisadas do que qualquer outra.
Demanda real, verificável no Google Trends, compilada pelo Why Travel? do Trip.com com Google. O viajante escolhe o destino porque ele oferece bem-estar, não apesar disso.
A Hilton cunhou o termo Hushpitality (Hospitalidade do silêncio), unindo "hush" (silêncio) e "hospitality". O viajante quer pausa do barulho, da família e até de si mesmo.
Viagem motivada por imersão termal e em água. O viajante não quer só atividade ou só relaxamento, quer os dois.
Mente saturada, ou "Brain Rot", foi a palavra do ano do Oxford Dictionary 2024. Revisão de 71 estudos da APA confirmou ligação entre uso excessivo de redes e queda cognitiva.
O viajante fitness não quer hotel com academia. Quer treinar, recuperar e aprender novas habilidades durante a viagem. Público fiel, gasta mais.
A Amadeus aponta crescimento expressivo em reservas aéreas para 2026 nos destinos que já têm vocação natural de bem-estar.
Se o seu hotel ainda trata o spa como "área de lazer secundária", está perdendo a maior oportunidade de diferenciação do momento. Wellness não é amenidade. É o produto principal.
O wellness virou o produto. Mas a maioria do trade brasileiro ainda comunica como se fosse uma amenidade. A reembalagem é a ação de marketing mais barata e poderosa de 2026. Resort com piscina termal vira destino de imersão termal (Soakcations). Pousada com rio e silêncio vira retiro Hushpitality. Hotel com café orgânico e trilhas vira destino de longevidade. A oferta não muda, a linguagem internacional sim.
86% dos viajantes valorizam mais experiências do que bens materiais (Hilton). E a Mintel aponta: o novo símbolo de status não é o que você possui, é o que você vive. Viagens, gastronomia e acesso exclusivo substituem bolsas e relógios como marcadores de distinção, especialmente entre Gen Z e Millennials.
Pesquisa Expedia com 24 mil viajantes em 18 países. Não é nicho. É mainstream. Menções de fazendas nas avaliações do Vrbo subiram 300% YoY.
Buscas no Pinterest por "book club retreat ideas" subiram 265%. Avaliações do Vrbo com termos de leitura quase triplicaram YoY.
A história do prédio virou parte do produto turístico. Crescimento massivo em buscas.
"Skillvenirs": ao invés de souvenir físico, o viajante leva habilidade. Buscas por aulas de culinária explodem globalmente.
Tensão fascinante: o viajante quer inspiração digital, mas validação humana. Quer o real, não o filtrado.
Se o seu produto turístico pode ser replicado em qualquer lugar do mundo, ele não é experiência. É commodity. Experiência é aquilo que só pode acontecer ali, naquele momento, com aquela comunidade.
Quando experiência supera destino, locais menos saturados ganham vantagem competitiva. O viajante de 2026 quer descobrir, não confirmar. Mas a maioria do trade comunica todos os destinos da mesma forma: "venha conhecer, temos paisagens lindas". Quem constrói linha editorial específica sobre como viajar de uma maneira diferente desperta atenção qualificada.
Turismo esportivo projetado para US$ 2,1 trilhões até 2030, crescendo 17,5% ao ano. Música ao vivo: mais US$ 35 bilhões entre 2023 e 2028. eSports chegando a US$ 12,4 bilhões até 2030. Entretenimento é o motor da próxima década do turismo.
Boston cresceu 1.000% nos 3 dias após o sorteio dos grupos. Monterrey: +330%. México liderou os países-sede com +70%.
Não é só cultura jovem. 85% dos viajantes tailandeses combinam shows com férias familiares. Paris teve +60% em reservas Airbnb durante Taylor Swift em 2024.
Impacto potencial estimado nos EUA: US$ 8,45 bilhões. Destinos 2026: Yorkshire (Downton Abbey), Toscana (Jay Kelly), Costa Dálmata (People We Meet on Vacation), França (próxima The White Lotus).
92% dos executivos concordam que destinos de "play" serão cruciais. Qiddiya City (Arábia Saudita) projeta US$ 36 bilhões/ano e 17 milhões de visitantes, com distrito de eSports de 73 mil assentos.
Carnaval, São João, Lollapalooza e Rock in Rio já posicionam o Brasil fortemente no Turismo do Entretenimento. A Accor já oferece experiências no Sambódromo do Rio com pontos de fidelidade. Falta o trade brasileiro empacotar e monetizar o entorno desses eventos com a sofisticação de Las Vegas ou Singapura.
A maior parte do trade ainda planeja campanhas pelo calendário comercial: dia das mães, dia dos pais, Black Friday. Mas o turismo do entretenimento se move pelo calendário cultural: shows, festivais, eventos esportivos, lançamentos de filmes e séries. Os picos de busca já estão mapeados no Google Trends. Quem antecipa, vence.
A família que viaja junta está se reinventando. O "churrasco de domingo" está sendo substituído pela viagem em família (Revista Tendências MTur). E os números mostram complexidade nova: pulando gerações (Skip-Gen Trips), turismo herdado (Inheritourism), Hotel Hop, turismo 60+ (Silver Tourism). São conceitos que redefinem como hotéis, operadoras e destinos precisam pensar em 2026.
74% dos pais abraçam viagens com avós e filhos. 55% dos avós planejam e organizam essas viagens, e metade paga integralmente.
Fidelização transgeracional: 66% reportam influência parental nas preferências de hotel. 58% usam programas de fidelidade dos pais.
Silver Tourism é o mercado mais subestimado do turismo global. Avaliado em US$ 1,72 tri em 2024, projetado para US$ 2,62 tri até 2030, crescendo 7,3% ao ano.
Se o seu destino lota nos finais de semana e fica vazio de segunda a quinta, a resposta não é desconto. É programa específico para o público 60+: pacotes de meio de semana com curadoria cultural, wellness matinal, gastronomia de qualidade. Esse público não quer desconto. Quer experiência adaptada e respeito. E paga mais que a média.
O público 60+ é uma das maiores oportunidades não exploradas no Brasil. Gramado, Caldas Novas, Serra Gaúcha e Campos do Jordão já atraem naturalmente esse público, mas sem estratégia dedicada. Quem estruturar primeiro, fideliza primeiro.
O público 60+ é o segmento mais subestimado e com a maior margem do turismo. US$ 2,62 trilhões até 2030 (Grand View Research). Mas a comunicação do trade brasileiro continua usando linguagem condescendente. "Terceira idade" e "melhor idade" precisam sair. O público 60+ não quer desconto, quer respeito e produto adaptado.
Quando você junta Wellness, Silver, Inclusivo e Pet, percebe que a maior fatia do turismo global hoje pertence justamente aos públicos que o trade ainda subestima.
Se você ainda discute se deve usar IA no seu negócio de turismo, perdeu a corrida. A pergunta agora é como. E a resposta é mais sutil do que parece, porque o viajante de 2026 não confia cegamente na IA. Faz um coquetel de fontes. A Amadeus chamou de Coquetel de fontes (Travel Mixology).
O viajante combina IA + Reddit + YouTube + boca a boca. Apenas 46% confiam em IA (KPMG). Por isso boca a boca segue como fonte nº 1 (36%).
Startups de viagem com IA captaram 45% do capital de risco do setor no 1º semestre 2025, vs 10% em 2023. 71% dos especialistas acreditam que IA vai impulsionar produtividade.
No Brasil, 49% citam redes como fonte nº 1 (MTur/Nexus 2025), mas confiam em fotos espontâneas, não anúncios. Transmissões ao vivo de viagem ganham força.
"Fadiga algorítmica": consumidor quer retomar controle sobre identidade digital. Confiança será construída via canais orgânicos e descoberta genuína, não personalização preditiva.
A IA não vai substituir agentes de viagem. Vai substituir quem não usa IA. O agente que combina eficiência de IA com curadoria humana vai ser mais valioso do que nunca. Os 25% de erro da IA são a sua oportunidade.
LLMO (Large Language Model Optimization), também chamada de GEO (Generative Engine Optimization) ou AEO (Answer Engine Optimization), é a disciplina mais quente do marketing digital em 2026. O trade turístico brasileiro está praticamente ausente dela. Pergunte ao ChatGPT, Perplexity ou Gemini: "qual a melhor pousada em (seu destino) para casal sem filhos". Se sua marca não aparece, você está invisível para 60% da Gen Z e Millennials que usam IA generativa para planejar viagem (Amadeus 2026).
ESG no turismo não é mais discurso, é decisão de compra. 84% acham importante viajar de forma sustentável (Booking.com), e o consumidor virou pragmático: não exige perfeição, exige autenticidade. Inclusão deixou de ser nicho e virou expansão de mercado, com US$ 262 bilhões só em viajantes autistas nos EUA.
53% dos viajantes globais não comprometem qualidade pela sustentabilidade. Querem o duplo: experiência boa E impacto positivo, sem a "culpa" como motor.
Verões europeus virando insuportáveis. Viajantes migram para destinos frescos. Buscas por destinos do norte explodem.
Turismo regenerativo é nova fronteira. Comunidades, regenerar ecossistemas, deixar o destino melhor do que encontrou. Posicionamento de luxo emergente.
Mercado certificado pela IBCCES. Mesa, Arizona, foi a primeira "Autism Certified City" do mundo. 96% das pessoas autistas relatam ansiedade ao viajar.
Acessibilidade não é caridade, é estratégia de mercado. Pessoa com deficiência geralmente viaja com 1 a 3 acompanhantes. Multiplique a base.
Inclusão e sustentabilidade não são "departamentos". São o produto. Quem ainda trata como obrigação legal está perdendo o público que vai gastar mais nos próximos 5 anos.
Brasil tem natureza, biodiversidade e capital humano para liderar turismo regenerativo no hemisfério sul. Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado oferecem cenário único. Falta narrativa, certificação e empacotamento. A janela está aberta.
ESG e inclusão pararam de ser narrativa institucional. Em 2026, o que converte é depoimento real, em primeira pessoa, em vídeo. Hóspedes com deficiência mostrando como foi a estadia. Famílias atípicas relatando inclusão. Viajantes 60+ explicando como o destino acomodou as necessidades deles. Não use modelo, use cliente real.
A forma de chegar mudou. Voos diretos ponto-a-ponto conectam cidades secundárias sem hubs. Road trips voltaram com força. E o pet virou parte do produto turístico, com mercado projetado em US$ 500 bilhões até 2030.
Aeronaves narrow-body de longo alcance permitem economia em rotas que não justificam wide-body. Hubs perdem peso. Cidades secundárias ganham conectividade.
Liberdade, controle, previsibilidade. Road trip combina com viagem multigeracional, com pet, com flexibilidade. Pousadas em rota ganham relevância.
Bloomberg projeta. 47% dos donos viajaram com seu animal pela primeira vez. No Brasil, são 160 milhões de pets. Hotéis, pousadas e companhias aéreas se reposicionam.
Se o seu hotel ainda cobra "taxa de pet" como se fosse problema, perdeu o jogo. O pet não é incômodo. É o segundo hóspede.
A nova mobilidade muda o jogo da mídia paga. Quando uma cidade brasileira ganha voo direto internacional pelo PATI (Embratur), o trade local tem uma janela de 90 a 180 dias para capturar o público da cidade-fonte. Quando Florianópolis ganha voo de Buenos Aires, sua pousada em Florianópolis precisa estar nos feeds de Buenos Aires.
O consumidor de 2026 está reescrevendo conceitos básicos de luxo, prazer e valor. Tempo virou bem mais escasso que dinheiro. Geração Z está sóbria. Brasil tem 64% de adultos sem álcool. E inflação psicológica reorganiza prioridades. O trade que entender essa rearrumação ganha décadas de vantagem.
Pesquisa CISA 2025 com brasileiros. Globalmente, Mintel aponta tempo como o luxo mais escasso. Viajar deixou de ser "fazer mais coisas" e virou "conquistar tempo de qualidade".
Quem usa medicações como Ozempic, Wegovy e similares come menos, bebe menos, prioriza experiências sobre comida. Hotelaria e gastronomia se reorganizam.
Globalmente, Gen Z está bebendo menos que qualquer geração anterior. "Sober curious", "sober travel" e mocktails premium ganham espaço.
"Inflação psicológica": consumidor sente que tudo está mais caro, mesmo quando inflação real cai. Justifica preço com narrativa de valor concreto.
Aluguel de equipamento esportivo, vestuário de viagem, malas premium temporárias, brinquedos para crianças no destino. O viajante quer experiência, não bagagem.
Se você ainda usa "desconto" como principal alavanca de venda, está miopia. O consumidor de 2026 não quer barato. Quer narrativa de valor. E paga mais por ela.
O novo consumidor está reorganizando o consumo silenciosamente. 64% dos adultos brasileiros não consumiram álcool em 2024 (CISA Brasil). Quem usa medicações GLP-1 (Ozempic, Wegovy) come 30 a 40% menos. Quem está em digital detox quer 3 dias sem agenda. Cada nicho gera buyer persona com lifetime value alto e ainda é mal atendido pelo trade.
O Brasil é a única macro-tendência de 2026 que fala português. Travel + Leisure elegeu o Brasil destino do ano. NYT incluiu Inhotim na lista dos 52 destinos para visitar. Embratur fechou 2025 com 9,3 milhões de turistas internacionais (+38%, o maior crescimento do mundo). E os números domésticos vão no mesmo ritmo.
Estratégia BRASIS coloca a meta em 16,2 milhões até 2030. PIB do turismo brasileiro projetado em US$ 234,8 bilhões em 2026 (WTTC).
Cores tropicais, joias artesanais, biquínis cavados, açaí, samba e bossa nova entram em moda internacional. O "Brazilian summer" virou referência de luxo descontraído.
Combinação de PATI (Programa de Ampliação do Turismo Internacional), investimento em infraestrutura, marketing internacional e capacitação do trade. Primeira vez em décadas com plano coordenado de longo prazo.
A janela do Brasil não vai ficar aberta para sempre. 2026 e 2027 são os anos de capturar atenção global. Quem digitalizar produto, profissionalizar atendimento e capacitar equipes agora, fideliza o turista que está chegando. Quem esperar, vai vender commodity quando todo mundo já estiver no jogo.
O Brasil tem visibilidade internacional sem precedentes em 2026. Travel + Leisure elegeu o destino do ano, NYT incluiu Inhotim na lista de 52 lugares para visitar, Embratur fechou 2025 com crescimento de 38% em chegadas internacionais. Mas a janela não fica aberta para sempre. O trade que se profissionalizar agora fideliza o turista que está chegando.
Crescimento percentual em reservas aéreas para 2026 segundo Amadeus. Reservas internacionais e domésticas combinadas. Os dez estados com maior alta.
Pacotes genéricos com 2 dias na cidade A + 1 dia na cidade B vão perder relevância para experiências organizadas por vibe emocional. O viajante vai escolher por sentimento e a operadora vai montar a logística. O roteiro padrão vira commodity de baixíssima margem.
Assistentes de IA vão fazer pesquisa preliminar e simulações. Mas o agente humano vai cuidar de curadoria, contexto cultural, resolução de problemas e relacionamento. Quem combinar os dois multiplica produtividade. Quem ignorar IA, fica obsoleto. Quem só usar IA, perde diferencial.
Hotéis sem identidade clara, sem narrativa, sem foco em uma "vibe" específica vão sofrer pressão de margem brutal. Hotelaria-utilidade (cama + wi-fi + café) vira mercadoria de baixo valor. A diferenciação vai estar na curadoria emocional, no posicionamento e no público-alvo claro.
A geração sobriedade, a economia Ozempic e o detox digital vão forçar resorts a repensar a equação econômica do all-inclusive. Margens vindas de bar e buffet vão diminuir. Margens vindas de wellness, gastronomia premium e experiências curadas vão crescer. Reformulação completa do modelo, não ajuste cosmético.
Copa do Mundo 2026, Estratégia BRASIS, Brazilcore e visibilidade internacional sem precedentes criam um momento que pode definir as próximas duas décadas do turismo brasileiro. Mas precisamos de profissionalização do trade, capacitação de equipes e investimento em digitalização. O Brasil pode ser destino global ou continuar sendo destino regional cobrando dólar. A escolha é nossa, agora.
Respostas curtas e diretas para as perguntas mais buscadas sobre o turismo em 2026, com fontes verificáveis. Use como referência rápida.
As 10 macro-tendências do turismo em 2026 são: (1) A Era da Emoção, (2) Wellness 360°, (3) Experiências superam destinos, (4) Turismo do Entretenimento, (5) Família, Gerações e Silver, (6) IA na jornada do viajante, (7) ESG: sustentabilidade e inclusão, (8) Nova mobilidade e pets, (9) O novo consumidor, e (10) Brasil, o destino do ano.
Essas macro-tendências se desdobram em 42 tendências com dados verificáveis de fontes como Hilton, Accor, Booking, Expedia, Amadeus, Mintel, Embratur e mais.
Whycation é o termo cunhado pela Hilton em pesquisa com 14 mil viajantes em 13 países (Hilton 2026 Trends Report, conduzida pela Ipsos). Significa viagens motivadas pelo porquê emocional, não pelo destino. Em português: Viagens com Propósito.
Os três principais "porquês" identificados pela pesquisa: descansar e recarregar (56%), tempo na natureza (37%) e saúde mental (36%). Nenhuma das três respostas mais votadas é um lugar, são todos estados emocionais.
O Menu de Emoções (Vibe Menu) é o conceito criado pela Accor em pesquisa com 4.300 viajantes em 9 países (ALL Accor Experiential Travel Trends 2026, conduzida pela Dynata). Mapeia as 8 emoções centrais que estão substituindo o destino como ponto de partida da jornada do viajante.
As 8 emoções são: Awe (admiração), Joy (alegria), Liberty (liberdade), Connection (conexão), Nostalgia, Serenity (serenidade), Surprise (surpresa) e Prestige (prestígio). 25% dos viajantes em 2026 querem buscar viagem por humor, não por destino.
O mercado de Turismo 60+ (Silver Tourism) é projetado em US$ 2,62 trilhões até 2030, segundo a Grand View Research, com crescimento de 7,3% ao ano. É maior que o PIB da França e ainda é o segmento mais subestimado pelo trade brasileiro.
O público 60+ gasta em média 20% mais por viagem que outros segmentos, prefere baixa temporada e tem alta taxa de fidelização quando bem atendido (AARP Travel Research 2025).
Brazilcore é a estética brasileira contemporânea que virou tendência cultural global em 2025-2026. Envolve cores tropicais, gastronomia regional contemporânea (não caipira nem clichê), música ao vivo, biojoias e design brasileiro autoral.
Vogue, Elle, Travel + Leisure e Wall Street Journal já cobrem o tema. O Brasil foi eleito destino do ano de 2026 pela Travel + Leisure, e o Inhotim foi incluído na lista de 52 lugares para visitar pelo New York Times.
A Estratégia BRASIS é o plano federal coordenado de longo prazo conduzido pela Embratur e MTur para o turismo brasileiro. Estabelece a meta de 16,2 milhões de turistas internacionais até 2030, com investimentos coordenados em PATI (Programa de Apoio ao Turismo Internacional), infraestrutura, marketing internacional e capacitação do trade.
É a primeira vez em décadas que o turismo brasileiro tem um plano federal com horizonte de longo prazo coordenado entre as principais instâncias do setor.
O Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025, contra 6,77 milhões em 2024. Crescimento de +38%, o maior do planeta no período (Estratégia BRASIS / Embratur / MTur).
Argentinos lideraram as chegadas, seguidos por estadunidenses e europeus. O setor aéreo nacional também bateu recordes: 103 milhões de passageiros domésticos, +108% de crescimento em Porto Alegre e +71% em Fernando de Noronha (IATA 2025).
Os quatro mercados-chave somam US$ 5,48 trilhões até 2030: Silver Tourism (US$ 2,62 tri), Wellness Tourism (US$ 2,1 tri), Pet Travel/Pawprint Economy (US$ 500 bi) e Turismo Inclusivo (US$ 262 bi nos EUA).
É mais que o PIB combinado de Alemanha e Reino Unido. Todos esses mercados ainda são considerados "nichos" pelo trade convencional.
LLMO (Large Language Model Optimization), também chamada de GEO (Generative Engine Optimization) ou AEO (Answer Engine Optimization), é a disciplina de otimização para que modelos de IA generativa (ChatGPT, Perplexity, Gemini, Claude) recomendem sua marca quando usuários fazem perguntas sobre viagens.
Segundo a Amadeus 2026, 60% da Gen Z e Millennials usam IA generativa para planejar viagens. Se sua marca não aparece nessas respostas, você está invisível para a maior fatia emergente do mercado.
As prioridades para 2026 incluem: (1) profissionalizar a comunicação digital (site bilíngue PT/EN/ES, schema.org, LLMO), (2) reembalar a oferta com vocabulário internacional (wellness, longevity, transformation), (3) capacitar equipes em IA aplicada e personalização, (4) categorizar produto por estado emocional e nicho específico, (5) integrar calendário cultural ao planejamento de campanhas.
A janela do Brasil em 2026-2027 é única. Quem se mover agora fideliza o turista que está chegando. Quem esperar, vai vender commodity.
Wellness Tourism (Turismo de Bem-Estar) é o segmento que une viagem e busca por saúde física e mental. Mercado projetado em US$ 2,1 trilhões até 2030, com crescimento de 12,4% ao ano (Global Wellness Institute, McKinsey & Company).
Inclui retiros de meditação, soakcations (imersão termal), longevity travel, sleep tourism, biohacking retreats, hospitalidade do silêncio (Hushpitality) e detox digital. Segundo a Revista Tendências MTur, é a tendência número 1 do turismo brasileiro por recorrência em 33 publicações analisadas.
Set-Jetting, ou Turismo de Streaming, é a tendência de viajar para destinos vistos em séries, filmes e produções de streaming. Cresceu fortemente após o boom da Netflix, HBO e Disney+ pós-pandemia.
Exemplos: aumento de buscas por Coreia do Sul após "Round 6", por Croácia após "Game of Thrones", por Sicília após "The White Lotus". O Brasil tem a oportunidade de capitalizar com locações de produções internacionais e nacionais que ganham circulação global.
Todo número apresentado neste guia está conectado a uma fonte primária verificável. Sem dados inventados, sem aproximações vagas. Lista organizada para sua consulta direta.