Edição 2026 · Maio · Tendências do Marketing Panorama global · Recorte Brasil

O viajante de 2026
não escolhe destino,
escolhe emoção.

10 macro-tendências, 42 tendências, 10 blocos de Insights de Marketing aplicáveis e mais de 30 fontes verificáveis. Um guia profundo, sem dados inventados, para profissionais do turismo entenderem o que já está mudando o comportamento do consumidor e traduzirem cada tendência em ação prática no seu negócio.

0 bi
Chegadas internacionais projetadas para 2026
UN Tourism · Jan/26
US$ 0 tri
Receitas internacionais em 2025, recorde absoluto
UN Tourism · Jan/26
0 mi
Turistas internacionais no Brasil em 2025 (+38%)
Estratégia BRASIS
0 mi
Empregos globais no turismo, 10% do PIB mundial
WTTC 2025

Em 2025, 1 bilhão e 520 milhões de pessoas cruzaram fronteiras internacionais. Mais gente viajando do que em qualquer outro ano da história. Em 2026, a projeção sobe para 1,58 bilhão. Mas o dado mais importante não é o volume.

É a transformação radical no porquê as pessoas viajam, no como escolhem e no que esperam de você, trade do turismo. Tendência não é o que compram, é como e por que compram. E o que está mudando agora não tem nada a ver com destinos em alta, tem a ver com comportamento de consumo.

Aqui você encontra a síntese de mais de 30 estudos, relatórios e pesquisas, organizados em 10 macro-tendências e 42 tendências. O diferencial desse guia está em três camadas: tendências globais com dados reais, recortes nacionais e internacionais que ilustram cada tendência na prática, e um bloco de Insights de Marketing aplicáveis ao final de cada macro-tendência. A intenção é que você saia daqui com clareza sobre como traduzir cada tendência em ação concreta no seu negócio.

Cenário 2026

Confiança positiva, mas com riscos novos a vista.

126
Índice de confiança ONU Turismo (escala 0 a 200)
Fonte: UN Tourism Barometer
50%
Especialistas que apontam custos elevados como barreira
Fonte: UN Tourism Barometer
+38%
Crescimento do Brasil em chegadas internacionais (maior do planeta)
Fonte: Estratégia BRASIS / Embratur
103mi
Passageiros aéreos domésticos no Brasil em 2025, recorde
Fonte: IATA / MTur
UN Tourism Barometer · Estratégia BRASIS · Embratur/MTur
01
Macro-tendência · 12-15 min

A Era da Emoção

Viagens movidas pelo sentir, não pelo destino

A maior revolução no turismo de 2026 não é tecnológica. É emocional. Boa parte dos viajantes não pergunta mais "para onde vou?", e sim "como eu quero me sentir?". A Hilton chamou de Férias com propósito (Whycation). A Accor criou o conceito de Menu de Emoções (Vibe Menu). E os dados mostram que estamos diante de uma mudança estrutural na forma como o produto turístico precisa ser desenhado, comunicado e vendido.

1.1 Viagens com Propósito

A motivação número 1 não cita nenhum destino.

A Hilton, em pesquisa com 14 mil viajantes em 13 países, cunhou o termo Whycation: viagens motivadas pelo porquê emocional, não pelo destino. Nenhuma das três respostas mais votadas é um lugar. São estados emocionais.

56%
Descansar e recarregar
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
37%
Tempo na natureza
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
36%
Saúde mental
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
60% dos viajantes globais topariam fazer pausa estendida do trabalho para viajar por meses ou anos. 44% chegariam a pedir demissão se as férias fossem negadas.
Booking.com posicionou Manaus como destino tendência 2026 não pelo nome, e sim como "lugar remoto onde você se reconecta com a natureza". O destino é secundário, o sentimento é o produto.
Fonte: Hilton 2026 Trends Report (Ipsos, 14.009 entrevistados) · Booking.com 2026
1.2 Menu de Emoções

25% dos viajantes querem buscar viagem por humor, não por destino.

A Accor pesquisou 4.300 viajantes em 9 países e mapeou 8 emoções que guiam as viagens em 2026. Imagine o site começando por "como você quer se sentir?" em vez de "escolha um destino".

89%
Eventos ao vivo tornam a viagem valiosa (Awe)
Fonte: ALL Accor 2026
84,5%
Buscam conexões mais profundas (Connection)
Fonte: ALL Accor 2026
63,5%
Evitam destinos hypados (Surprise)
Fonte: ALL Accor 2026
Fairmont Jasper Park Lodge: concertos sinfônicos ao ar livre entre montanhas, com meditação sob a Via Láctea. Vibe vendida: serenidade.
Dinner in the Sky (Dubai): jantar gourmet a 50m de altura por 18.302 pontos ALL. Vibe joy materializada.
Fonte: ALL Accor Experiential Travel Trends 2026 (Dynata, 4.300 entrevistados, 9 países)
1.3 Paradoxo do consumidor

Conectado, mas solitário. Consciente, mas esgotado. Cauteloso, mas disposto a pagar mais por experiência.

As tendências emocionais não nascem do nada. São resposta a um contexto de tensão permanente que define o consumidor de 2026.

80%
Jovens brasileiros que se sentem solitários (Poderdata)
Fonte: Poderdata
66%
Brasileiros com até 3h livres por dia
Fonte: CISA Brasil 2025
73%
Globalmente preocupados com aumento de preços
Fonte: Mintel 2026
Bain & Company / Business of Fashion: 80% do crescimento do mercado de luxo entre 2023 e 2025 veio de aumento de preços, não de volume. O crescimento real está nas experiências.
Buscas por "comunidades de bem-estar" cresceram 156%. Solidão é hoje crise de saúde pública, com mortalidade equivalente a fumar 15 cigarros por dia (Surgeon General EUA).
Fonte: Mintel Global Consumer Predictions 2026 · Poderdata · Bain & Company · Business of Fashion
1.4 Experiências Transformadoras

A Revista Tendências do MTur identificou propósito como tendência nº 6.

Validação local da onda emocional global: o viajante brasileiro também já não compra destino, compra significado.

Olhar Braztoa: "Mais do que o destino em si, cresce o interesse por experiências que gerem conexão emocional, aprendizado, bem-estar ou impacto positivo."
Para o trade brasileiro: posicionar produto pela emoção que entrega, não pelo lugar onde acontece, é a virada de chave mais barata e poderosa de 2026.
Fonte: Revista Tendências do Turismo 2026 (MTur + Embratur + Braztoa, 7ª edição)
Provocação ao trade

Se a sua empresa ainda vende destino, está vendendo commodity. Quem vende emoção vende diferencial. Revise todo o seu material: onde está o "porquê" emocional da viagem que você oferece?

Recorte Brasil

O Inhotim (Brumadinho/MG) foi incluído pelo New York Times na lista dos 52 lugares para visitar em 2026. A Travel + Leisure elegeu o Brasil como destino do ano. A onda emocional global está pedindo exatamente o que o Brasil tem em abundância: natureza, cultura viva, autenticidade.

Insights de Marketing · Macro 01

Da Economia da Experiência para a Economia da Transformação.

Em 2026, Joseph Pine (autor de The Experience Economy, 1999) publicou a atualização do conceito que mudou o turismo nas últimas duas décadas. A nova fronteira não é mais oferecer experiências memoráveis, é entregar experiências transformadoras. O viajante não busca apenas uma viagem, busca uma nova versão de si mesmo. Por isso o storytelling e a construção de narrativas profundas estão em alta, e tanto o TikTok quanto o Instagram passaram a permitir vídeos mais longos: as plataformas perceberam que usuários abandonavam a rede quando o conteúdo era raso demais, indo para YouTube, buscadores e IA. Pesquisas mostram que vídeos médios e longos hoje ganham mais atenção que vídeos curtos.

Posicionamento
Em vez de descrever o produto (cama, vista, café da manhã), descreva o trabalho emocional que ele resolve: recarga, reconexão, reconciliação. O hóspede não compra uma diária, ele compra a versão dele que sairá de lá.
Curadoria de oferta
Categorize pacotes por estado emocional, na linguagem da Accor: Awe (assombro), Connection (conexão), Serenity (serenidade), Joy (alegria), Liberty (liberdade), Nostalgia (nostalgia), Surprise (surpresa), Prestige (prestígio). Imagine o site começando por "como você quer se sentir?" em vez de "escolha um destino".
Mídia paga
Headlines de campanha pagas devem trazer o ganho emocional no primeiro nível, não o destino. "Três dias sem agenda nenhuma" converte mais que "Três diárias em pousada na Serra". A emoção é a isca, o destino é a entrega.
Conteúdo orgânico
Construa narrativas em formatos longos. Vídeos de 3 a 8 minutos no Instagram e TikTok performam melhor para temas de transformação que reels de 15 segundos. YouTube e Spotify Podcasts são parte da estratégia, não complemento.
Fontes: Joseph Pine, The Transformation Economy (2026) · ALL Accor 2026 · TikTok Trends Report 2026 · Meta Insights 2026
Interativo · 8 emoções

O Menu de Emoções da Accor (Vibe Menu), na prática.

Clique em cada emoção e veja como ela se traduz em produto, dado e exemplo de aplicação. Pesquisa com 4.300 viajantes em 9 países (Dynata, 2025).

↑ Toque em cada vibe para explorar dados e exemplos

02
Macro-tendência · 12-15 min

Wellness 360°

Saúde e bem-estar como motor da viagem

Wellness não é mais spa e massagem. É filosofia completa de viagem. O mercado global está projetado para US$ 2,1 trilhões até 2030, crescendo 12,4% ao ano. Mas o que mudou é que o bem-estar virou o motivo da viagem, não o complemento dela. Foi a tendência nº 1 identificada pela Revista Tendências do MTur, com mais aparições em 33 publicações analisadas do que qualquer outra.

2.1 Turismo de Bem-Estar

Buscas por experiências em destinos de spa cresceram 140% YoY.

Demanda real, verificável no Google Trends, compilada pelo Why Travel? do Trip.com com Google. O viajante escolhe o destino porque ele oferece bem-estar, não apesar disso.

+170%
Buscas por spas "de luxo" e "melhores"
Fonte: Trip.com / Google
+250%
Pico de "spa com tudo incluído"
Fonte: Trip.com / Google
80%
Querem hotel com estações de hidratação e luz circadiana
Fonte: Hilton 2026
Glowcations (Booking.com): viagens dedicadas inteiramente à saúde da pele com tratamentos personalizados. Quase 80% consideram esse tipo de viagem.
Onsen de Jozankei (Japão): +1.300% em reservas no Trip.com. Noboribetsu: +75%. Japão se posicionando como capital mundial do turismo termal.
Fonte: Trip.com/Google "Why Travel?" Report · Booking.com 2026 · Revista Tendências MTur
2.2 Hospitalidade do silêncio

No mundo do compartilhamento constante, o luxo virou silêncio.

A Hilton cunhou o termo Hushpitality (Hospitalidade do silêncio), unindo "hush" (silêncio) e "hospitality". O viajante quer pausa do barulho, da família e até de si mesmo.

48%
Adicionam dias solo antes ou depois de viagens em família
Fonte: Hilton 2026
54%
Aceitariam viagem de trabalho só pela pausa
Fonte: Hilton 2026
28%
Buscam quietude mesmo em viagens em grupo
Fonte: Hilton 2026
Aman, Butão: limita hóspedes, proíbe música ambiente, oferece "experiências de silêncio" guiadas. Butão teve aumento de 7 vezes em reservas de voos no Trip.com no 1º semestre 2025.
No Brasil, Chapada dos Veadeiros e Alto Paraíso de Goiás têm potencial natural para Hushpitality (natureza, retiros, baixa densidade).
Fonte: Hilton 2026 Trends Report (Ipsos)
2.3 Imersão termal

Esforço ativo + recuperação profunda. A combinação que explode em 2026.

Viagem motivada por imersão termal e em água. O viajante não quer só atividade ou só relaxamento, quer os dois.

+300%
"Golf and spa resorts" no Google Trends
Fonte: Google Trends
+250%
"Ski and spa" no Google Trends
Fonte: Google Trends
+62%
Reservas de voos para Sapporo (Trip.com)
Fonte: Trip.com
Caldas Novas (GO) é o maior complexo hidrotermal do mundo e está entre os destinos com crescimento expressivo em reservas aéreas para 2026 (Amadeus). Quase ninguém posiciona como "Soakcation".
A linguagem muda valor percebido: pare de vender "resort com piscina quente" e venda "jornada de imersão termal".
Fonte: Trip.com Group/Google Trends · Amadeus
2.4 Mente saturada e detox digital

87% sentem nostalgia de um tempo em que a vida parecia mais real.

Mente saturada, ou "Brain Rot", foi a palavra do ano do Oxford Dictionary 2024. Revisão de 71 estudos da APA confirmou ligação entre uso excessivo de redes e queda cognitiva.

6h
Tempo médio diário da Gen Z em redes sociais
Fonte: APA / Mintel
+45%
Crescimento em buscas por "digital detox"
Fonte: Mintel
64,5%
Sobrecarregados por smartphones e notificações
Fonte: ALL Accor 2026
Lefay (Itália): programa "digital silence" onde hóspedes entregam dispositivos e recebem kit analógico (livros, jogos, caderno).
Para o trade rural brasileiro: pare de pedir desculpas pelo sinal ruim. "Desconecte-se para se reconectar" pode ser o slogan mais poderoso de 2026.
Fonte: American Psychological Association · Mintel · ALL Accor 2026
2.5 Fitness & Longevidade

Férias deixaram de ser pausa na rotina de bem-estar e viraram a própria rotina.

O viajante fitness não quer hotel com academia. Quer treinar, recuperar e aprender novas habilidades durante a viagem. Público fiel, gasta mais.

60%
Taxa de retenção do público fitness
Fonte: McKinsey
+30%
Pretendem aumentar gastos com viagens fitness
Fonte: McKinsey
5x
Crescimento em viagens de esportes de resistência
Fonte: Trip.com / Google
Hyrox (corrida híbrida + funcional) explode em Hong Kong, Barcelona, Manchester, Dubai e Milão. 90% dos viajantes do Trip.com querem combinar evento esportivo com exploração cultural.
No Brasil, Chapada dos Veadeiros atrai trail runners. Bonito (MS), Ironman Florianópolis e maratona de SP movimentam hotelaria além do dia da prova.
Fonte: McKinsey & Company · Trip.com/Google · Thiago Akira
Reposicionar para o Bem-estar

Destinos brasileiros já alinhados com a onda wellness.

A Amadeus aponta crescimento expressivo em reservas aéreas para 2026 nos destinos que já têm vocação natural de bem-estar.

Caldas Novas (GO), Bonito (MS), Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Veadeiros (GO).
A oportunidade não está em criar nova oferta, e sim em reposicionar a oferta existente dentro do guarda-chuva wellness, com linguagem e dados certos.
Fonte: Amadeus · Revista Tendências MTur
Provocação ao trade

Se o seu hotel ainda trata o spa como "área de lazer secundária", está perdendo a maior oportunidade de diferenciação do momento. Wellness não é amenidade. É o produto principal.

Insights de Marketing · Macro 02

Reembale a oferta atual com vocabulário internacional de wellness.

O wellness virou o produto. Mas a maioria do trade brasileiro ainda comunica como se fosse uma amenidade. A reembalagem é a ação de marketing mais barata e poderosa de 2026. Resort com piscina termal vira destino de imersão termal (Soakcations). Pousada com rio e silêncio vira retiro Hushpitality. Hotel com café orgânico e trilhas vira destino de longevidade. A oferta não muda, a linguagem internacional sim.

Influenciadores e creators
Foque em creators de bem-estar e estilo de vida com audiência média (10k a 100k seguidores), não nos grandes influenciadores. Eles têm capacidade superior de descrever vivências e sua audiência tem alta intenção de compra. Public que valoriza qualidade de vida e longevidade confia mais em creators de nicho que em mídia tradicional.
UGC (User Generated Content)
Conteúdo criado pelo cliente é mais poderoso que campanha publicitária. Você já viu em marketplaces chineses como pessoas comuns mostrando o produto vendem mais que celebridades? A audiência considera UGC menos enviesado que influencer pago. Incentive hóspedes a postar com hashtag própria, ofereça cenário fotogênico, repostes com crédito.
SEO de cauda longa
Sleep tourism, longevity travel, biohacking retreats, digital detox stays são termos com baixo CPC e alta intenção de compra. A maioria do trade brasileiro não disputa esses termos. Quem chegar primeiro pega tráfego barato com altíssima conversão.
Content marketing de transformação
"Como dormi 9 horas por três noites consecutivas em Caldas Novas" converte mais que "nosso spa tem hidromassagem". Foque na transformação que aconteceu, não na infraestrutura disponível.
Fontes: Global Wellness Institute 2026 · Trip.com/Google "Why Travel?" 2026 · Mintel Wellness Report 2026 · McKinsey Future of Wellness 2026
03
Macro-tendência · 12-15 min

Experiências superam destinos

O novo luxo é viver, não ter

86% dos viajantes valorizam mais experiências do que bens materiais (Hilton). E a Mintel aponta: o novo símbolo de status não é o que você possui, é o que você vive. Viagens, gastronomia e acesso exclusivo substituem bolsas e relógios como marcadores de distinção, especialmente entre Gen Z e Millennials.

3.1 Turismo Rural

84% expressam interesse em ficar em ou perto de uma fazenda.

Pesquisa Expedia com 24 mil viajantes em 18 países. Não é nicho. É mainstream. Menções de fazendas nas avaliações do Vrbo subiram 300% YoY.

73%
Querem trilhas
Fonte: Expedia Unpack 26
62%
Interação com animais
Fonte: Expedia Unpack 26
42%
Jardinagem ou colheita
Fonte: Expedia Unpack 26
Fazendas na Toscana, vinícolas na Nova Zelândia e homesteads nos EUA lideram buscas no Vrbo.
No Brasil: Vale do Café (RJ), fazendas históricas de Minas, agroturismo de Bento Gonçalves (RS). Maioria não digitalizada adequadamente. Oportunidade de ouro.
Fonte: Expedia Group Unpack '26 (24.000 entrevistados, 18 países)
3.2 Retiros de leitura

91% planejam viagens focadas em leitura, relaxamento e tempo de qualidade.

Buscas no Pinterest por "book club retreat ideas" subiram 265%. Avaliações do Vrbo com termos de leitura quase triplicaram YoY.

Book House No. 43 (Columbus, Ohio): casa inteira projetada como biblioteca habitável com cômodos temáticos.
No Brasil, Paraty com a FLIP é case perfeito de turismo literário. Pousadas em cidades históricas de MG poderiam criar pacotes Readaway com curadoria de autores regionais.
Fonte: Expedia Unpack '26 / Vrbo / Pinterest
3.3 Hospedagens reocupadas

Hotéis em edifícios históricos reaproveitados dominam a lista 2026 do Hotels.com.

A história do prédio virou parte do produto turístico. Crescimento massivo em buscas.

+194%
Hotel Seiryu Kyoto (antiga escola)
Fonte: Hotels.com 2026
+110%
Bodmin Jail Hotel (antiga prisão)
Fonte: Hotels.com 2026
+57%
Union Station Nashville Yards
Fonte: Hotels.com 2026
Pestana Convento do Carmo (Salvador, convento do século XVI) e fazendas históricas do Vale do Café são cases brasileiros.
A linha férrea São João del-Rei a Tiradentes: estações desativadas pelo caminho, convertidas em micro-hotéis temáticos, é projeto óbvio que ninguém fez.
Fonte: Hotels.com 2026 Hotels of the Year / Expedia Unpack '26
3.4 Turismo gastronômico

Gastronomia virou a própria razão de viajar.

"Skillvenirs": ao invés de souvenir físico, o viajante leva habilidade. Buscas por aulas de culinária explodem globalmente.

+500%
"Aula de culinária tailandesa" no Google
Fonte: Google Trends
+1500%
"Tour de vinhos em Niagara-on-the-Lake"
Fonte: Google Trends
+43%
Reservas gastronômicas no Trip.com YoY
Fonte: Trip.com
68% comprariam utensílios artesanais como souvenirs. 55% viajariam para destino conhecido por produto gastronômico.
Belém do Pará (capital UNESCO da gastronomia), workshops de cachaça em Paraty, cozinha tropeira em MG. Internacional cobiça, Brasil ainda subexplora.
Fonte: Trip.com/Google "Why Travel?" · Booking.com 2026
3.5 Viagens sem filtro

72% decidem por influenciadores. 63,5% evitam hypados. 82% confiam em locais.

Tensão fascinante: o viajante quer inspiração digital, mas validação humana. Quer o real, não o filtrado.

TikTok Go (lançado ago/2025) permite reservas diretas via criadores de conteúdo. Funciona porque o conteúdo parece real, não publicitário.
No Brasil, 49% citam redes sociais como fonte nº 1 de decisão (MTur/Nexus 2025). Mas confiam mais em fotos espontâneas do que em campanhas planejadas.
Fonte: ALL Accor 2026 · HBX Group/Statista · MTur/Nexus 2025
Provocação ao trade

Se o seu produto turístico pode ser replicado em qualquer lugar do mundo, ele não é experiência. É commodity. Experiência é aquilo que só pode acontecer ali, naquele momento, com aquela comunidade.

Insights de Marketing · Macro 03

Linha editorial para o fora do óbvio.

Quando experiência supera destino, locais menos saturados ganham vantagem competitiva. O viajante de 2026 quer descobrir, não confirmar. Mas a maioria do trade comunica todos os destinos da mesma forma: "venha conhecer, temos paisagens lindas". Quem constrói linha editorial específica sobre como viajar de uma maneira diferente desperta atenção qualificada.

Linha editorial
Crie uma narrativa contínua que apresenta formas alternativas de viajar e contextos pouco explorados. Não venda apenas o destino, venda uma maneira de viver o destino. Posts de blog, newsletters quinzenais, podcasts curtos. Linha editorial cria autoridade, autoridade gera vendas.
Protagonismo do anfitrião
No turismo rural, o proprietário muitas vezes é mais protagonista que a propriedade. Famílias que passaram gerações na fazenda, técnicas de cultivo herdadas, histórias de origem. A autenticidade não está no lugar, está nas pessoas que o sustentam. Constrói essa narrativa explicitamente.
Provocação ao consumo padrão
Conteúdos que provocam o desejo de evitar o que está saturado: "5 destinos brasileiros para quem está cansado de Gramado". O contraste com o óbvio gera engajamento e atrai exatamente quem você quer.
Ecossistema de conteúdo derivado
Toda experiência única gera 5 a 10 peças de conteúdo: post no Instagram, reel, story, vídeo no YouTube, artigo de blog, episódio de podcast, post no LinkedIn, e-mail marketing, post no Pinterest, UGC. Planeje a produção considerando os derivados desde o início.
Fontes: Expedia Group Unpack '26 · Hotels.com 2026 · Vrbo Annual Trends · Pinterest Predicts 2026
04
Macro-tendência · 10-12 min

Turismo do Entretenimento

Eventos, esportes e fandom como motor

Turismo esportivo projetado para US$ 2,1 trilhões até 2030, crescendo 17,5% ao ano. Música ao vivo: mais US$ 35 bilhões entre 2023 e 2028. eSports chegando a US$ 12,4 bilhões até 2030. Entretenimento é o motor da próxima década do turismo.

4.1 Turismo de Fãs

Buscas para os 3 países-sede da Copa cresceram 35% YoY no Q4/25.

Boston cresceu 1.000% nos 3 dias após o sorteio dos grupos. Monterrey: +330%. México liderou os países-sede com +70%.

57%
Pretendem assistir a evento esportivo local em viagens
Fonte: HBX Group / Skift
68%
Entre Gen Z e Millennials
Fonte: HBX Group / Skift
US$ 522bi
Mercado anual de eSports (maior que música + cinema)
Fonte: Skift Research
A Hilton é parceira oficial da eSports World Cup. Campeonato de League of Legends 2024 teve 6,9 milhões de espectadores simultâneos.
Pacotes Copa do Mundo + extensão Brasil (Rio, Nordeste, Amazônia) são oportunidade concreta para operadores que se posicionarem rápido.
Fonte: Expedia Q1 2026 · HBX Group · Skift Research
4.2 Música e Férias de palco

89% dizem que eventos ao vivo tornam a viagem verdadeiramente valiosa.

Não é só cultura jovem. 85% dos viajantes tailandeses combinam shows com férias familiares. Paris teve +60% em reservas Airbnb durante Taylor Swift em 2024.

ALL Accor: speakeasy durante shows na Accor Arena de Paris, suítes Roland-Garros no Pullman Dubai, camarotes no Sambódromo do Rio com pontos.
Carnaval de Salvador movimenta R$ 2,4 bilhões em uma semana. O ingresso é a isca, a experiência premium ao redor é o faturamento.
Fonte: ALL Accor 2026 · HBX Group · Trip.com/Google
4.3 Turismo de Streaming

81% da Gen Z e Millennials planejam viagens baseadas em telas.

Impacto potencial estimado nos EUA: US$ 8,45 bilhões. Destinos 2026: Yorkshire (Downton Abbey), Toscana (Jay Kelly), Costa Dálmata (People We Meet on Vacation), França (próxima The White Lotus).

53%
Dizem que o desejo de set-jetting cresceu
Fonte: Expedia Unpack 26
81%
Gen Z + Millennials planejam viagens por telas
Fonte: Expedia Unpack 26
US$ 8,45bi
Impacto potencial estimado nos EUA
Fonte: Expedia Unpack 26
ABBA Voyage (Londres, show com avatares holográficos) venceu o Fundo de Inovação do Trip.com. Set-jetting não precisa ser locação real, pode ser recriar a experiência emocional.
O Rio aparece em dezenas de filmes internacionais, mas não existe tour profissionalizado de locações como em Nova York ou Londres. Embratur já identificou turismo de tela como frente estratégica.
Fonte: Expedia Unpack '26
4.4 Poder do entretenimento e Esportes eletrônicos

86% dos viajantes consideram entretenimento crucial para felicidade.

92% dos executivos concordam que destinos de "play" serão cruciais. Qiddiya City (Arábia Saudita) projeta US$ 36 bilhões/ano e 17 milhões de visitantes, com distrito de eSports de 73 mil assentos.

Hotéis com quartos "gaming-ready", pacotes para campeonatos e VR em destinos turísticos são fronteira aberta no Brasil.
Se você acha que eSports não é turismo, saiba que a Hilton discorda. Se a maior rede do mundo investe, talvez seja hora de prestar atenção.
Fonte: HBX Group · Skift Research
Recorte Brasil

Carnaval, São João, Lollapalooza e Rock in Rio já posicionam o Brasil fortemente no Turismo do Entretenimento. A Accor já oferece experiências no Sambódromo do Rio com pontos de fidelidade. Falta o trade brasileiro empacotar e monetizar o entorno desses eventos com a sofisticação de Las Vegas ou Singapura.

Insights de Marketing · Macro 04

Do calendário comercial ao calendário cultural.

A maior parte do trade ainda planeja campanhas pelo calendário comercial: dia das mães, dia dos pais, Black Friday. Mas o turismo do entretenimento se move pelo calendário cultural: shows, festivais, eventos esportivos, lançamentos de filmes e séries. Os picos de busca já estão mapeados no Google Trends. Quem antecipa, vence.

Calendário cultural indexado
Mapeie os 50 a 100 eventos do ano que afetam o seu destino: shows de artistas internacionais, lançamentos de séries com locação no Brasil, jogos de campeonatos relevantes, festivais de música, eventos de eSports, premiações. Cada evento gera 2 a 6 semanas de pico de busca. Antecipe campanha para começar 4 semanas antes do evento.
Pacotes "fan first"
Crie pacotes que incluem o ingresso ou acesso ao evento como protagonista, com hospedagem como suporte. Pacote Lollapalooza com hotel na Faria Lima vende mais que "promoção de feriado em São Paulo". O fã viaja pelo evento, o hotel é meio.
Co-marketing com casas de show e arenas
Estabeleça parcerias formais com Allianz Parque, Ginásio do Ibirapuera, Espaço Unimed, Parque Olímpico no Rio, Arena Fonte Nova em Salvador. Co-marketing oficial com o local do evento gera credibilidade que campanha solo não atinge.
Produção de conteúdo durante o evento
Tenha equipe de captura no local do evento ou contrate creators que estarão lá. Conteúdo "ao vivo" durante o show, transmissão de bastidores, depoimentos de hóspedes-fãs. UGC e conteúdo proprietário durante o evento criam tráfego direto para reservas pós-evento de quem perdeu a edição atual.
Fontes: Skift Research 2026 · HBX Group · Google Trends · Eventbrite Live Events Report 2026
05
Macro-tendência · 12-15 min

Família, Gerações & Turismo 60+ (Silver Tourism)

O novo viajante coletivo e o mercado dos 60+

A família que viaja junta está se reinventando. O "churrasco de domingo" está sendo substituído pela viagem em família (Revista Tendências MTur). E os números mostram complexidade nova: pulando gerações (Skip-Gen Trips), turismo herdado (Inheritourism), Hotel Hop, turismo 60+ (Silver Tourism). São conceitos que redefinem como hotéis, operadoras e destinos precisam pensar em 2026.

5.1 Multigeracional

47% optaram por viagens multigeracionais em 2025, +17% vs 2024.

74% dos pais abraçam viagens com avós e filhos. 55% dos avós planejam e organizam essas viagens, e metade paga integralmente.

73%
Pais que esperam que crianças ajudem a planejar
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
78%
Crianças inspiram pais a buscar novas experiências
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
50%
Pais com múltiplos filhos fazem viagens individuais
Fonte: Hilton/Ipsos 2026
Clara Arte Resort (Brumadinho/MG, perto do Inhotim): destacado pelo NYT como ambiente familiar que combina arte com natureza para todas as gerações.
Cruzeiros viram "comunidades flutuantes multigeracionais". Disney, Royal Caribbean, MSC investem em infraestrutura para todas as gerações simultaneamente.
Fonte: HBX Group 2026 · Hilton/Ipsos 2026 · Revista Tendências MTur
5.2 Turismo herdado e pulando gerações

73% dizem que seu estilo de viagem foi moldado pelos pais.

Fidelização transgeracional: 66% reportam influência parental nas preferências de hotel. 58% usam programas de fidelidade dos pais.

29%
Adotam Skip-Gen Trips - viagens de avós com netos, sem pais
Fonte: Hilton 2026
54%
Reservam múltiplos hotéis na mesma viagem (Hotel Hop)
Fonte: Hotels.com / Expedia
44%
Pais pagam integralmente viagens com filhos adultos
Fonte: Hilton 2026
Hotel Hop: hotel no centro para os jovens, resort na praia para os avós, fazenda para um dia de "farm charm" com todos juntos.
Se o seu programa de fidelidade não considera dinâmica familiar, você ignora 58% dos viajantes que usam o programa dos pais.
Fonte: Hilton 2026 Trends Report · Hotels.com/Expedia · Braztoa
5.3 Turismo 60+

US$ 2,62 trilhões até 2030. Maior que o PIB da França.

Silver Tourism é o mercado mais subestimado do turismo global. Avaliado em US$ 1,72 tri em 2024, projetado para US$ 2,62 tri até 2030, crescendo 7,3% ao ano.

1,4 bi
Pessoas 60+ no mundo até 2030 (ONU)
Fonte: ONU / Grand View
2 bi
Viagens internacionais por ano até 2050 (UN Tourism)
Fonte: UN Tourism
US$ 6.000+
Gasto médio por viagem (americano sênior, 20% acima da média)
Fonte: AARP / Oxford Economics
70% dos americanos 50+ planejam viajar em 2025, contra 65% em 2024 (AARP). Adultos 60+ representaram quase 37% dos viajantes em 2023, dobro de 2020-2021.
Insight estratégico: o público 60+ tem flexibilidade temporal. Podem viajar em dias úteis, fora de feriados, na baixa temporada. Solução natural para o problema de sazonalidade brasileira.
A Mintel: "o mercado para o meio estendido da vida é a maior oportunidade inexplorada de 2026". Comunicação que funciona: "vitalidade e descoberta", não "turismo para idosos".
Fonte: Grand View Research · Oxford Economics · AARP · UN Tourism · Mintel
Provocação ao trade

Se o seu destino lota nos finais de semana e fica vazio de segunda a quinta, a resposta não é desconto. É programa específico para o público 60+: pacotes de meio de semana com curadoria cultural, wellness matinal, gastronomia de qualidade. Esse público não quer desconto. Quer experiência adaptada e respeito. E paga mais que a média.

Recorte Brasil

O público 60+ é uma das maiores oportunidades não exploradas no Brasil. Gramado, Caldas Novas, Serra Gaúcha e Campos do Jordão já atraem naturalmente esse público, mas sem estratégia dedicada. Quem estruturar primeiro, fideliza primeiro.

Insights de Marketing · Macro 05

Banir "terceira idade" e "melhor idade" do vocabulário.

O público 60+ é o segmento mais subestimado e com a maior margem do turismo. US$ 2,62 trilhões até 2030 (Grand View Research). Mas a comunicação do trade brasileiro continua usando linguagem condescendente. "Terceira idade" e "melhor idade" precisam sair. O público 60+ não quer desconto, quer respeito e produto adaptado.

Vocabulário 60+
Use vitalidade, longevidade, descoberta, tempo conquistado, segunda jornada. Cada palavra carrega visão de mundo. "Terceira idade" coloca o público em uma fase final, "longevidade" coloca em uma fase ativa e contínua. A AARP e a OMS já usam essa terminologia há cinco anos.
Visualidade diversa
Fotos de hóspedes 60+ ativos: caminhando em trilhas, dançando, em workshops de gastronomia, em aulas de pintura, em retiros de meditação. Banir imagens de banco com modelos jovens de cabelo grisalho fingindo ter 65 anos. O público vê e ri.
Sazonalidade reversa
Crie pacotes quarta a domingo e baixa temporada com curadoria premium. O público 60+ tem flexibilidade temporal e prefere fugir de feriados lotados. Você resolve o problema de ocupação fora de pico e fideliza um público de alta margem.
Nicho dentro do nicho
Hospedagem para casais 60+, retiros para mulheres 60+, viagens solo 60+, viagens multigeracionais (avós + netos sem pais). Cada subnicho tem necessidades distintas. Comunique para quem, com quem e por quê, não apenas o que tem e o que não tem.
Fontes: Grand View Research · AARP Travel Research 2025 · Oxford Economics · OMS · Mintel Silver Economy Report 2026
Comparativo · Mercados-chave

Os quatro mercados que vão definir 2026.

Quando você junta Wellness, Silver, Inclusivo e Pet, percebe que a maior fatia do turismo global hoje pertence justamente aos públicos que o trade ainda subestima.

Silver Tourism
US$ 2,62tri
Mercado projetado para 2030. Maior que o PIB da França. Crescimento de 7,3% ao ano. Público 60+ que gasta 20% mais e prefere baixa temporada.
2024 → 2030 +7,3% a.a.
Wellness Tourism
US$ 2,1tri
Projeção 2030. Crescimento de 12,4% ao ano. Tendência nº 1 da Revista MTur por recorrência em 33 publicações analisadas.
2025 → 2030 +12,4% a.a.
Pet Travel (Pawprint)
US$ 500bi
Projeção Bloomberg até 2030. 56% da população global tem pet, 47% donos de primeira viagem com animal. Brasil tem 160 milhões de pets.
Hoje → 2030 Pet em alta
Turismo Inclusivo (EUA)
US$ 262bi
Mercado conectado a viajantes autistas só nos EUA: 32 milhões de viajantes. Globalmente, +1 bilhão de pessoas com necessidades sensoriais ou cognitivas.
EUA atual +1 bi global
Tamanho relativo dos mercados (em US$ bilhões)
Fontes: Grand View Research · Global Wellness Institute · Bloomberg · Visit Mesa/IBCCES
06
Macro-tendência · 10-12 min

IA na jornada do viajante

Ferramenta de eficiência, não substituta da curadoria

Se você ainda discute se deve usar IA no seu negócio de turismo, perdeu a corrida. A pergunta agora é como. E a resposta é mais sutil do que parece, porque o viajante de 2026 não confia cegamente na IA. Faz um coquetel de fontes. A Amadeus chamou de Coquetel de fontes (Travel Mixology).

6.1 Coquetel de fontes

+64% YoY no uso de IA generativa para viagens. Mas 25% receberam informações erradas.

O viajante combina IA + Reddit + YouTube + boca a boca. Apenas 46% confiam em IA (KPMG). Por isso boca a boca segue como fonte nº 1 (36%).

62%
Millennials e Gen Z usam IA generativa ativamente
Fonte: Amadeus 2026
48%
55+ usaram IA para viagem pela 1ª vez no último ano
Fonte: Amadeus 2026
25%
Receberam informações incorretas da IA
Fonte: KPMG
Google Flight Deals (sobre inventário Amadeus) permite descrever a "vibe" desejada e receber sugestões de destinos. Expedia Trip Matching decodifica reels do Instagram em itinerários.
Trip.com TripGenie: +125% tráfego, +242% usuários, +234% conversas. Função de tradução foi a mais popular (+214%). IA é mais valiosa para resolver fricções práticas.
Fonte: Amadeus Travel Trends 2026 · KPMG · Reddit · Trip.com
6.2 IA na indústria

Adoção saltou de 4% (2022) para 35% (2024) entre grandes empresas.

Startups de viagem com IA captaram 45% do capital de risco do setor no 1º semestre 2025, vs 10% em 2023. 71% dos especialistas acreditam que IA vai impulsionar produtividade.

Na HBX Group, IA processa milhões de interações, prevê tipos de consulta, reconhece intenção entre idiomas e automatiza respostas. "Voice twins" treinam funcionários em 13 idiomas.
Comecem por casos práticos imediatos: chatbot, tradução automática, recomendações baseadas em histórico. Deixem o "metaverso" para depois.
Fonte: HBX Group 2026 · Hilton 2026
6.3 Redes sociais

76% publicam experiências. 50% escolhem destino "instagramável". Mas querem o real.

No Brasil, 49% citam redes como fonte nº 1 (MTur/Nexus 2025), mas confiam em fotos espontâneas, não anúncios. Transmissões ao vivo de viagem ganham força.

75%+
Tailândia, Indonésia, Índia: assistem lives de viagem
Fonte: HBX Group / Statista
40%+
Fariam reservas por links nas transmissões
Fonte: HBX Group / Statista
+31%
Reddit r/travel YoY (1,9 milhão de membros)
Fonte: Reddit
TikTok Go (ago/2025): afiliados com reservas diretas no app. FamilyMart Japão criou meias unisex que venderam 1,4 milhão de pares (só comprando no Japão).
Se o seu conteúdo parece propaganda, não funciona em 2026. Incentive UGC, facilite a criação (boa luz, cenário fotogênico, Wi-Fi rápido) e reposte com crédito.
Fonte: HBX Group · Statista · MTur/Nexus 2025 · Trip.com
6.4 Anti-algoritmo

82% preferem conselhos de moradores locais. Crescimento de 67% em ferramentas de privacidade.

"Fadiga algorítmica": consumidor quer retomar controle sobre identidade digital. Confiança será construída via canais orgânicos e descoberta genuína, não personalização preditiva.

A Braztoa observa: cresce a importância da curadoria profissional que traduz tendências em experiências viáveis. O agente que entende tendências e filtra o hype tem mais valor do que nunca.
Fonte: ALL Accor 2026 · McKinsey
Provocação ao trade

A IA não vai substituir agentes de viagem. Vai substituir quem não usa IA. O agente que combina eficiência de IA com curadoria humana vai ser mais valioso do que nunca. Os 25% de erro da IA são a sua oportunidade.

Insights de Marketing · Macro 06

LLMO é a disciplina mais quente de 2026.

LLMO (Large Language Model Optimization), também chamada de GEO (Generative Engine Optimization) ou AEO (Answer Engine Optimization), é a disciplina mais quente do marketing digital em 2026. O trade turístico brasileiro está praticamente ausente dela. Pergunte ao ChatGPT, Perplexity ou Gemini: "qual a melhor pousada em (seu destino) para casal sem filhos". Se sua marca não aparece, você está invisível para 60% da Gen Z e Millennials que usam IA generativa para planejar viagem (Amadeus 2026).

Auditoria LLMO
Faça hoje 20 perguntas no ChatGPT, Perplexity, Gemini e Claude sobre o seu destino e segmento. Anote quais marcas aparecem, em que ordem, com que descrições. Esse é o seu ponto zero. A maioria do trade nunca fez essa auditoria, então a barra de entrada é baixíssima.
Schema.org e estrutura de dados
Modelos de IA preferem conteúdo estruturado. Implemente Schema.org para Hotel, LocalBusiness, FAQPage, BreadcrumbList. Use FAQ no site (modelos de IA literalmente extraem respostas de FAQs estruturados). Liste prós e contras explicitamente.
Conteúdo "fonte primária"
IA generativa cita fontes que considera autoritativas. Publique relatórios próprios, dados de ocupação, pesquisas com seus hóspedes, casos de uso. Quanto mais sua marca for citada, mais ela aparece em respostas de IA. Ser citado vale mais que ser anunciado.
Resolver fricções com IA, não vender
TripGenie da Trip.com cresceu 234% em conversas. A função mais usada? Tradução. IA é mais valiosa para resolver fricções práticas (idioma, conversão de moeda, mapa, horário) que para vender. Implemente um chatbot que resolve 80% das dúvidas do hóspede e libera sua equipe.
Fontes: Amadeus Travel Trends 2026 · KPMG AI Report · Gartner Marketing Predictions 2026 · Schema.org · Google Search Quality Guidelines 2026
07
Macro-tendência · 12-15 min

ESG: sustentabilidade e inclusão

Pragmática, regenerativa, acessível

ESG no turismo não é mais discurso, é decisão de compra. 84% acham importante viajar de forma sustentável (Booking.com), e o consumidor virou pragmático: não exige perfeição, exige autenticidade. Inclusão deixou de ser nicho e virou expansão de mercado, com US$ 262 bilhões só em viajantes autistas nos EUA.

7.1 Sustentabilidade pragmática

Mercado de ecoturismo: US$ 760 bilhões até 2032, CAGR de 14%.

53% dos viajantes globais não comprometem qualidade pela sustentabilidade. Querem o duplo: experiência boa E impacto positivo, sem a "culpa" como motor.

84%
Acham importante viajar de forma sustentável
Fonte: Booking.com 2026
+14%
CAGR ecoturismo até 2032
Fonte: Allied Market Research
53%
Não abrem mão de qualidade pela sustentabilidade
Fonte: Mintel
Six Senses: práticas regenerativas que envolvem a comunidade local. Aman e Soneva, idem. Luxo e sustentabilidade pararam de ser opostos.
Não venda "sustentável". Venda "autêntico". O viajante de 2026 quer saber a história verdadeira da fazenda, do produtor, da comunidade.
Fonte: Booking.com 2026 · Allied Market Research · Mintel
7.2 Fuga do calor

Mudança climática reescreve o mapa do turismo de verão.

Verões europeus virando insuportáveis. Viajantes migram para destinos frescos. Buscas por destinos do norte explodem.

+136%
Buscas por Greenland
Fonte: Trip.com / Google
+108%
Buscas por Espitsbergen
Fonte: Trip.com / Google
+43%
Buscas por Reykjavík (Trip.com)
Fonte: Trip.com
Aurora boreal e auroras austrais entram nos picos de busca. Argentina lidera buscas de auroras austrais entre os destinos do hemisfério sul.
Para o Brasil: Serra Catarinense, Bento Gonçalves, Campos do Jordão têm potencial inverso na alta de inverno do hemisfério norte. Sul brasileiro pode crescer com viajante europeu fugindo do calor.
Fonte: Trip.com Group/Google · Skyscanner
7.3 Turismo regenerativo

Não basta minimizar impacto. Tem que melhorar o lugar.

Turismo regenerativo é nova fronteira. Comunidades, regenerar ecossistemas, deixar o destino melhor do que encontrou. Posicionamento de luxo emergente.

Six Senses Bhutan envolve hóspedes em projetos comunitários. Soneva investe em ações de plantio de manguezais. Aman financia preservação cultural.
No Brasil: Pousada Toca da Coruja (Pipa) integra preservação ambiental ao produto turístico. Cristalino Lodge e operadoras na Amazônia já têm vocação regenerativa, falta narrativa estruturada.
Fonte: HBX Group 2026 · Mintel
7.4 Turismo Inclusivo

US$ 262 bilhões. 32 milhões de viajantes só nos EUA.

Mercado certificado pela IBCCES. Mesa, Arizona, foi a primeira "Autism Certified City" do mundo. 96% das pessoas autistas relatam ansiedade ao viajar.

96%
Autistas relatam ansiedade em viagens (IBCCES)
Fonte: IBCCES
8x
Multiplicador de gasto pela família acompanhante
Fonte: Visit Mesa / IBCCES
Mesa, AZ: primeira Autism Certified City
Fonte: Visit Mesa
Visit Mesa registrou aumento expressivo de visitantes após certificação. Treinamento de equipe + ambientes sensoriais + comunicação visual antecipada.
No Brasil: nenhuma cidade certificada IBCCES. Quem chegar primeiro abre mercado bilionário e ainda gera diferencial competitivo difícil de replicar.
Fonte: Visit Mesa · IBCCES · Mintel
7.5 Acessibilidade universal

+1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo (OMS).

Acessibilidade não é caridade, é estratégia de mercado. Pessoa com deficiência geralmente viaja com 1 a 3 acompanhantes. Multiplique a base.

No Brasil, lei é cumprida no mínimo. Mas mercado real exige mais: comunicação acessível, treinamento, equipamentos, parceria com associações.
Braztoa: aliada eficiência tecnológica + valorização do humano. ESG e Inclusão como produtos turísticos completos, não rótulos.
Fonte: OMS · Braztoa · Mintel
Provocação ao trade

Inclusão e sustentabilidade não são "departamentos". São o produto. Quem ainda trata como obrigação legal está perdendo o público que vai gastar mais nos próximos 5 anos.

Recorte Brasil

Brasil tem natureza, biodiversidade e capital humano para liderar turismo regenerativo no hemisfério sul. Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado oferecem cenário único. Falta narrativa, certificação e empacotamento. A janela está aberta.

Insights de Marketing · Macro 07

Comunicação verde e inclusiva em primeira pessoa.

ESG e inclusão pararam de ser narrativa institucional. Em 2026, o que converte é depoimento real, em primeira pessoa, em vídeo. Hóspedes com deficiência mostrando como foi a estadia. Famílias atípicas relatando inclusão. Viajantes 60+ explicando como o destino acomodou as necessidades deles. Não use modelo, use cliente real.

Vídeos depoimento estruturados
Capture 30 a 60 segundos de cliente real respondendo: "o que você temia antes de vir?" e "o que aconteceu na prática?". Esses dois momentos resolvem a objeção de quem ainda não comprou. Não escreva roteiro, deixe o cliente falar com as palavras dele.
Certificações visíveis
Selo IBCCES (Autism Certified), GSTC (Global Sustainable Tourism Council), Rainforest Alliance, B Corp. Não escondam no rodapé. Coloquem na página inicial, na primeira dobra. Para o público que liga para certificação, isso é critério de filtro, não diferencial decorativo.
Mapa de acessibilidade
Página dedicada com fotos reais (não renderizações) da rampa, do banheiro adaptado, do quarto adaptado, da piscina com elevador, das medidas das portas. Famílias de pessoas com deficiência planejam viagens com 6 meses de antecedência porque precisam confirmar cada detalhe. Quem facilita isso, ganha.
Pegada ambiental quantificada
Em vez de "somos sustentáveis", publique números: "reduzimos consumo de água em 38% em 3 anos", "100% da nossa energia vem de painéis solares próprios", "compostamos 70% do resíduo orgânico". Dado específico vence narrativa genérica para o público ESG.
Fontes: Booking.com Sustainable Travel Report 2026 · IBCCES · GSTC · Mintel Inclusive Travel · Visit Mesa case study
08
Macro-tendência · 8-10 min

Nova Mobilidade & Pets

Como o viajante de 2026 chega aos lugares

A forma de chegar mudou. Voos diretos ponto-a-ponto conectam cidades secundárias sem hubs. Road trips voltaram com força. E o pet virou parte do produto turístico, com mercado projetado em US$ 500 bilhões até 2030.

8.1 Voos diretos sem hubs

A321XLR e novos jatos abrem rotas diretas entre cidades médias.

Aeronaves narrow-body de longo alcance permitem economia em rotas que não justificam wide-body. Hubs perdem peso. Cidades secundárias ganham conectividade.

No Brasil: PATI (Programa de Ampliação do Turismo Internacional) da Embratur, com +34% na malha aérea internacional brasileira em 2025. Novas rotas para Recife, Fortaleza, Porto Alegre.
Cidades como Maceió, Natal e Florianópolis ganham voos diretos do exterior. Quem operar tour receptivo profissional nesses destinos secundários captura demanda agora.
Fonte: Embratur PATI · IATA · Amadeus
8.2 Viagens de carro

71% dos americanos planejam viajar de carro em 2026.

Liberdade, controle, previsibilidade. Road trip combina com viagem multigeracional, com pet, com flexibilidade. Pousadas em rota ganham relevância.

Estradas-cênicas no Brasil ainda subaproveitadas: Estrada Real (MG/RJ/SP), Caminho dos Cânions (SC/RS), BR-101 do Nordeste. Mapeamento turístico estruturado é oportunidade.
Hotéis e pousadas que se posicionarem como "parada estratégica" em rotas claras (não como "hotel em cidade X") capturam demanda diferente.
Fonte: AAA / TripAdvisor 2026
8.3 Economia pet

56% da população global tem pet. Mercado pet travel: US$ 500 bilhões até 2030.

Bloomberg projeta. 47% dos donos viajaram com seu animal pela primeira vez. No Brasil, são 160 milhões de pets. Hotéis, pousadas e companhias aéreas se reposicionam.

56%
População mundial com pet
Fonte: Bloomberg / Mintel
47%
Donos viajaram com pet pela 1ª vez no último ano
Fonte: Bloomberg / Mintel
160mi
Pets no Brasil (4º maior do mundo)
Fonte: IBGE
Kimpton Hotels: aceitam pet sem taxa, com cama, comedouro e tratamento "concierge canino".
O Brasil tem mais pets do que crianças, mas a oferta turística pet-friendly profissional ainda é escassa. Pet Travel é mercado amplo e aberto.
Fonte: Bloomberg · Mintel · IBGE
Provocação ao trade

Se o seu hotel ainda cobra "taxa de pet" como se fosse problema, perdeu o jogo. O pet não é incômodo. É o segundo hóspede.

Insights de Marketing · Macro 08

Geo-targeting de cidades-fonte e produtos editoriais de rota.

A nova mobilidade muda o jogo da mídia paga. Quando uma cidade brasileira ganha voo direto internacional pelo PATI (Embratur), o trade local tem uma janela de 90 a 180 dias para capturar o público da cidade-fonte. Quando Florianópolis ganha voo de Buenos Aires, sua pousada em Florianópolis precisa estar nos feeds de Buenos Aires.

Geo-targeting agressivo
Campanhas Meta Ads e Google Ads geo-targeted nas cidades-fonte dos novos voos. Public que viu o anúncio do voo direto, depois vê o anúncio do hotel, depois vê o anúncio da experiência. Funil completo a partir da cidade-fonte. Esse trabalho ainda é raro no trade brasileiro, então o CPC é barato.
Rotas como produto editorial
Estrada Real, Caminho dos Cânions, Rota do Vinho, Estrada Parque do Pantanal, Caminhos do Leite no Sul de Minas. Cada rota é um produto editorial: blog, podcast, guia em PDF, conteúdo SEO em PT/EN/ES. Conteúdo de rota gera SEO de longa duração porque a busca não tem sazonalidade tão marcada.
Pet-friendly explícito e visual
Selo no site, foto do pet no quarto, kit de boas-vindas pet, cardápio dog. Marca silenciosa sobre pet perde 47% do mercado emergente (Bloomberg). Pet não pode ser detalhe enterrado em FAQ, precisa estar na primeira tela.
Marketing para road trippers internacionais
O road tripper americano e europeu pesquisa em inglês com termos específicos: "scenic routes Brazil", "self drive Brazil safe", "best road trip Brazil". A maioria dos sites brasileiros não cobre esse vocabulário. Conteúdo bilíngue que serve simultaneamente brasileiro e estrangeiro multiplica audiência.
Fontes: Embratur PATI 2026 · Bloomberg Pet Travel Report · IATA · AAA Road Trip Report · Tourism Brazil
09
Macro-tendência · 12-15 min

O novo consumidor

Tempo é luxo, sobriedade é status, valor é narrativa

O consumidor de 2026 está reescrevendo conceitos básicos de luxo, prazer e valor. Tempo virou bem mais escasso que dinheiro. Geração Z está sóbria. Brasil tem 64% de adultos sem álcool. E inflação psicológica reorganiza prioridades. O trade que entender essa rearrumação ganha décadas de vantagem.

9.1 Tempo é luxo

66% dos brasileiros dizem ter, no máximo, 3h livres por dia.

Pesquisa CISA 2025 com brasileiros. Globalmente, Mintel aponta tempo como o luxo mais escasso. Viajar deixou de ser "fazer mais coisas" e virou "conquistar tempo de qualidade".

66%
Brasileiros com até 3h livres por dia (CISA)
Fonte: CISA Brasil 2025
+45%
Buscas por "digital detox" (Mintel)
Fonte: Mintel
54%
Aceitariam viagem de trabalho só pela pausa (Hilton)
Fonte: Hilton 2026
Pacotes vendendo "3 dias completos sem nada agendado" funcionam melhor que roteiros lotados. O hóspede paga pelo direito de não fazer nada.
Programas all-inclusive premium ganham nova relevância: simplicidade volta como luxo. Reduzir decisões é reduzir cansaço.
Fonte: Mintel Global Predictions 2026 · CISA Brasil 2025 · Hilton/Ipsos
9.2 Economia Ozempic

Cornell Journal of Marketing Research 2025: viajantes em GLP-1 reorganizam consumo.

Quem usa medicações como Ozempic, Wegovy e similares come menos, bebe menos, prioriza experiências sobre comida. Hotelaria e gastronomia se reorganizam.

Buffets perdem retorno por hóspede. Restaurantes precisam revisar porções, opções leves, água com sabor, snacks proteicos. Bar perde demanda.
Trade que oferece menus adaptados, atividades físicas, programas de bem-estar e acompanhamento médico-nutricional captura novo perfil de hóspede premium.
Fonte: Cornell Journal of Marketing Research 2025
9.3 Geração Sobriedade

64% dos adultos brasileiros não consumiram álcool em 2024 (CISA).

Globalmente, Gen Z está bebendo menos que qualquer geração anterior. "Sober curious", "sober travel" e mocktails premium ganham espaço.

64%
Brasileiros não beberam álcool em 2024
Fonte: CISA Brasil 2025
-23%
Gen Z bebe vs Millennials na mesma idade
Fonte: Mintel
+34%
Crescimento global de mocktails em hotéis
Fonte: Mintel
Resorts all-inclusive precisam repensar o cálculo de margem. Sem álcool no consumo, a oferta gastronômica e a curadoria de bebidas ganham peso desproporcional.
Programas "Dry January" e retiros sem álcool viram nicho premium. O viajante sóbrio gasta o mesmo, mas em outras categorias.
Fonte: CISA Brasil · Mintel
9.4 Custo x Benefício

73% dos consumidores globais preocupados com aumento de preços.

"Inflação psicológica": consumidor sente que tudo está mais caro, mesmo quando inflação real cai. Justifica preço com narrativa de valor concreto.

"Tarifa dinâmica" sem contexto vira inimiga do trade. Hotel que explica o porquê do preço com transparência (alta temporada, evento, demanda específica) reduz fricção.
Pacotes tudo incluído com preço fechado ganham apelo emocional. O viajante quer previsibilidade. Surpresa boa = experiência. Surpresa ruim = preço final escondido.
Fonte: Mintel Global Consumer Predictions 2026
9.5 Economia Circular

Pertence sem possuir: rental, sharing, reuso entram no turismo.

Aluguel de equipamento esportivo, vestuário de viagem, malas premium temporárias, brinquedos para crianças no destino. O viajante quer experiência, não bagagem.

Patagonia, Decathlon e marcas de luxo testam aluguel para viajantes. Hotéis começam a oferecer kits para alugar (esqui, mergulho, golf).
No Brasil, passagem de bagagem em aeroportos, aluguel de berço, carrinho e equipamento esportivo são serviços ainda escassos e profissionalizáveis.
Fonte: Mintel · Braztoa
Provocação ao trade

Se você ainda usa "desconto" como principal alavanca de venda, está miopia. O consumidor de 2026 não quer barato. Quer narrativa de valor. E paga mais por ela.

Insights de Marketing · Macro 09

Cardápios e ofertas adaptadas ao novo consumidor sóbrio e GLP-1.

O novo consumidor está reorganizando o consumo silenciosamente. 64% dos adultos brasileiros não consumiram álcool em 2024 (CISA Brasil). Quem usa medicações GLP-1 (Ozempic, Wegovy) come 30 a 40% menos. Quem está em digital detox quer 3 dias sem agenda. Cada nicho gera buyer persona com lifetime value alto e ainda é mal atendido pelo trade.

Cardápios adaptados sem estigma
Opções low-cal, mocktails premium, porções menores com preço justo, sem aviso de "fitness" ou "diet" que parecem desculpa. Cardápio integrado, todos os pratos em um menu único, com identificadores discretos. Hóspede sóbrio ou GLP-1 não quer holofote sobre a escolha.
Conteúdo lifestyle por nicho
Sober travel (turismo sóbrio), time-luxury (luxo do tempo, 3 dias sem agenda), GLP-1 friendly stays (hospedagens compatíveis com GLP-1), slow travel (viagem lenta). Cada nicho gera buyer persona com lifetime value alto e busca específica no Google.
Pricing fechado sem surpresa
Pacotes tudo incluído com preço fechado ganham apelo emocional em 2026. O viajante quer previsibilidade. Surpresa boa é experiência, surpresa ruim é preço final escondido. "Tarifa dinâmica" sem contexto vira inimiga do trade.
Comunicação de tempo, não de coisas
Em vez de listar amenidades, comunique quanto tempo o hóspede ganha. "Café da manhã servido até as 11h", "Check-out flexível até as 16h", "Concierge resolve em vez de você buscar". O luxo de 2026 é tempo conquistado.
Fontes: CISA Brasil 2025 · Cornell Journal of Marketing Research 2025 · Mintel Global Predictions 2026 · McKinsey GLP-1 Impact Report 2026
10
Macro-tendência · 12-15 min

Brasil, o destino do ano

Janela única de visibilidade global

O Brasil é a única macro-tendência de 2026 que fala português. Travel + Leisure elegeu o Brasil destino do ano. NYT incluiu Inhotim na lista dos 52 destinos para visitar. Embratur fechou 2025 com 9,3 milhões de turistas internacionais (+38%, o maior crescimento do mundo). E os números domésticos vão no mesmo ritmo.

10.1 Recordes Internacionais

De 6,77 milhões em 2024 para 9,3 milhões em 2025. Recorde absoluto.

Estratégia BRASIS coloca a meta em 16,2 milhões até 2030. PIB do turismo brasileiro projetado em US$ 234,8 bilhões em 2026 (WTTC).

9,3mi
Turistas internacionais 2025 (+38%)
Fonte: Embratur / MTur
103mi
Passageiros aéreos domésticos em 2025
Fonte: IATA / MTur
16,2mi
Meta de turistas estrangeiros até 2030
Fonte: Estratégia BRASIS
Argentinos lideram chegadas internacionais ao Brasil. Recuperação do turismo de fronteira e boa relação cambial.
Crescimento do setor aéreo nacional: +108% em Porto Alegre, +71% em Fernando de Noronha (IATA 2025). Capacidade aérea brasileira vai estabelecer novo patamar.
Fonte: Estratégia BRASIS · Embratur · MTur · WTTC · IATA
10.2 Brasil em alta

Estética brasileira virou tendência cultural global.

Cores tropicais, joias artesanais, biquínis cavados, açaí, samba e bossa nova entram em moda internacional. O "Brazilian summer" virou referência de luxo descontraído.

Vogue, Elle e WSJ: matérias destacando "como vestir Brazilian summer". Café 0_____, Sunset Cidade Jardim, Skef e moda praia brasileira viram referência.
Posicionamento: o trade brasileiro pode capitalizar o Brasil em alta (Brazilcore) e empacotar produtos turísticos com estética coerente. Não é caipira nem clichê. É contemporâneo, elegante, vibrante.
Fonte: Vogue · Embratur · Travel + Leisure
10.3 Estratégia BRASIS

Estratégia federal coordenada para colocar o Brasil entre os 10 maiores destinos do mundo.

Combinação de PATI (Programa de Ampliação do Turismo Internacional), investimento em infraestrutura, marketing internacional e capacitação do trade. Primeira vez em décadas com plano coordenado de longo prazo.

Crescimento aéreo internacional 2025: +34%. Novas rotas para destinos não-tradicionais. Foco no eixo Norte-Nordeste.
Crescimento Amadeus 2026 por estado: Rio Grande do Norte +34%, Tocantins +25%, Rio Grande do Sul +24% (recuperação pós-enchente), Rondônia +22%, Paraíba/Piauí/Alagoas +19%.
Fonte: Estratégia BRASIS · Embratur · Amadeus
Provocação ao trade

A janela do Brasil não vai ficar aberta para sempre. 2026 e 2027 são os anos de capturar atenção global. Quem digitalizar produto, profissionalizar atendimento e capacitar equipes agora, fideliza o turista que está chegando. Quem esperar, vai vender commodity quando todo mundo já estiver no jogo.

Insights de Marketing · Macro 10

A janela do Brasil exige tradução, curadoria e coordenação.

O Brasil tem visibilidade internacional sem precedentes em 2026. Travel + Leisure elegeu o destino do ano, NYT incluiu Inhotim na lista de 52 lugares para visitar, Embratur fechou 2025 com crescimento de 38% em chegadas internacionais. Mas a janela não fica aberta para sempre. O trade que se profissionalizar agora fideliza o turista que está chegando.

Site multilíngue como base, não diferencial
Site bilíngue PT/EN é mínimo, não diferencial. Espanhol também é essencial dado que argentinos lideram chegadas. Atendimento via WhatsApp em três idiomas é o próximo passo. Quem ainda comunica só em português perde 70% do potencial internacional de 2026.
Brazilcore como linguagem visual
Brazilcore é cores tropicais, gastronomia regional contemporânea (não caipira nem clichê), música ao vivo, biojoias, design brasileiro autoral. Empacote como produto editorial, não como decoração. Vogue, Elle e WSJ já cobrem o tema. Trade que adota a linguagem visual aparece em mídia internacional sem investir em PR.
SEO e LLMO em inglês
Termos de descoberta em inglês: "where to go in Brazil 2026", "is Brazil safe", "best beaches in Brazil that aren't Rio", "Brazil travel itinerary 10 days". O viajante internacional pesquisa em inglês e a maioria dos sites brasileiros simplesmente não aparece. Conteúdo em inglês otimizado para SEO e LLMO é a alavanca mais barata e mais subexplorada de 2026.
Coordenação trade + Embratur + criadores
Convide 20 a 50 criadores de mercados-alvo (EUA, Reino Unido, Argentina, Alemanha, França, Portugal) para experienciar o produto e produzir conteúdo nativo, não traduzido. Conteúdo nativo de creator estrangeiro converte 5 a 10 vezes mais que campanha traduzida. Coordenação com Embratur reduz custo e amplifica alcance.
Fontes: Embratur PATI 2026 · Travel + Leisure · New York Times Travel · WSJ · Vogue Brazil · Skift Research
Recorte Brasil · Onde a malha cresce

Os destinos brasileiros que explodem em 2026.

Crescimento percentual em reservas aéreas para 2026 segundo Amadeus. Reservas internacionais e domésticas combinadas. Os dez estados com maior alta.

Crescimento em reservas aéreas para 2026
Estados com maior alta · Amadeus 2026
+38%
Maior crescimento mundial em chegadas internacionais
Fonte: Embratur / Estratégia BRASIS
+34%
Crescimento da malha aérea internacional brasileira (PATI)
Fonte: Embratur PATI
+108%
Crescimento aéreo doméstico em Porto Alegre (IATA)
Fonte: IATA 2025
+71%
Crescimento aéreo em Fernando de Noronha (IATA)
Fonte: IATA 2025
103mi
Passageiros aéreos domésticos no Brasil em 2025 (recorde)
Fonte: ANAC / IATA
16,2mi
Meta de turistas estrangeiros até 2030 (Estratégia BRASIS)
Fonte: Estratégia BRASIS / MTur
Previsões para os próximos 5 anos

Cinco mudanças estruturais antes de 2030.

01

A morte do roteiro padrão.

Pacotes genéricos com 2 dias na cidade A + 1 dia na cidade B vão perder relevância para experiências organizadas por vibe emocional. O viajante vai escolher por sentimento e a operadora vai montar a logística. O roteiro padrão vira commodity de baixíssima margem.

02

A IA amplia o agente humano, não o substitui.

Assistentes de IA vão fazer pesquisa preliminar e simulações. Mas o agente humano vai cuidar de curadoria, contexto cultural, resolução de problemas e relacionamento. Quem combinar os dois multiplica produtividade. Quem ignorar IA, fica obsoleto. Quem só usar IA, perde diferencial.

03

O hotel genérico desaparece.

Hotéis sem identidade clara, sem narrativa, sem foco em uma "vibe" específica vão sofrer pressão de margem brutal. Hotelaria-utilidade (cama + wi-fi + café) vira mercadoria de baixo valor. A diferenciação vai estar na curadoria emocional, no posicionamento e no público-alvo claro.

04

O consumo consciente vai impactar o all-inclusive.

A geração sobriedade, a economia Ozempic e o detox digital vão forçar resorts a repensar a equação econômica do all-inclusive. Margens vindas de bar e buffet vão diminuir. Margens vindas de wellness, gastronomia premium e experiências curadas vão crescer. Reformulação completa do modelo, não ajuste cosmético.

05

O Brasil tem uma janela única, e ela não vai ficar aberta.

Copa do Mundo 2026, Estratégia BRASIS, Brazilcore e visibilidade internacional sem precedentes criam um momento que pode definir as próximas duas décadas do turismo brasileiro. Mas precisamos de profissionalização do trade, capacitação de equipes e investimento em digitalização. O Brasil pode ser destino global ou continuar sendo destino regional cobrando dólar. A escolha é nossa, agora.

Perguntas frequentes · 2026

Tudo o que se pergunta sobre as tendências do turismo em 2026.

Respostas curtas e diretas para as perguntas mais buscadas sobre o turismo em 2026, com fontes verificáveis. Use como referência rápida.

Quais são as principais tendências do turismo em 2026?

As 10 macro-tendências do turismo em 2026 são: (1) A Era da Emoção, (2) Wellness 360°, (3) Experiências superam destinos, (4) Turismo do Entretenimento, (5) Família, Gerações e Silver, (6) IA na jornada do viajante, (7) ESG: sustentabilidade e inclusão, (8) Nova mobilidade e pets, (9) O novo consumidor, e (10) Brasil, o destino do ano.

Essas macro-tendências se desdobram em 42 tendências com dados verificáveis de fontes como Hilton, Accor, Booking, Expedia, Amadeus, Mintel, Embratur e mais.

O que é Whycation?

Whycation é o termo cunhado pela Hilton em pesquisa com 14 mil viajantes em 13 países (Hilton 2026 Trends Report, conduzida pela Ipsos). Significa viagens motivadas pelo porquê emocional, não pelo destino. Em português: Viagens com Propósito.

Os três principais "porquês" identificados pela pesquisa: descansar e recarregar (56%), tempo na natureza (37%) e saúde mental (36%). Nenhuma das três respostas mais votadas é um lugar, são todos estados emocionais.

O que é o Menu de Emoções (Vibe Menu) da Accor?

O Menu de Emoções (Vibe Menu) é o conceito criado pela Accor em pesquisa com 4.300 viajantes em 9 países (ALL Accor Experiential Travel Trends 2026, conduzida pela Dynata). Mapeia as 8 emoções centrais que estão substituindo o destino como ponto de partida da jornada do viajante.

As 8 emoções são: Awe (admiração), Joy (alegria), Liberty (liberdade), Connection (conexão), Nostalgia, Serenity (serenidade), Surprise (surpresa) e Prestige (prestígio). 25% dos viajantes em 2026 querem buscar viagem por humor, não por destino.

Qual o tamanho do mercado Silver Tourism (Turismo 60+)?

O mercado de Turismo 60+ (Silver Tourism) é projetado em US$ 2,62 trilhões até 2030, segundo a Grand View Research, com crescimento de 7,3% ao ano. É maior que o PIB da França e ainda é o segmento mais subestimado pelo trade brasileiro.

O público 60+ gasta em média 20% mais por viagem que outros segmentos, prefere baixa temporada e tem alta taxa de fidelização quando bem atendido (AARP Travel Research 2025).

O que é Brazilcore?

Brazilcore é a estética brasileira contemporânea que virou tendência cultural global em 2025-2026. Envolve cores tropicais, gastronomia regional contemporânea (não caipira nem clichê), música ao vivo, biojoias e design brasileiro autoral.

Vogue, Elle, Travel + Leisure e Wall Street Journal já cobrem o tema. O Brasil foi eleito destino do ano de 2026 pela Travel + Leisure, e o Inhotim foi incluído na lista de 52 lugares para visitar pelo New York Times.

O que é a Estratégia BRASIS da Embratur?

A Estratégia BRASIS é o plano federal coordenado de longo prazo conduzido pela Embratur e MTur para o turismo brasileiro. Estabelece a meta de 16,2 milhões de turistas internacionais até 2030, com investimentos coordenados em PATI (Programa de Apoio ao Turismo Internacional), infraestrutura, marketing internacional e capacitação do trade.

É a primeira vez em décadas que o turismo brasileiro tem um plano federal com horizonte de longo prazo coordenado entre as principais instâncias do setor.

Quanto cresceu o turismo internacional no Brasil em 2025?

O Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025, contra 6,77 milhões em 2024. Crescimento de +38%, o maior do planeta no período (Estratégia BRASIS / Embratur / MTur).

Argentinos lideraram as chegadas, seguidos por estadunidenses e europeus. O setor aéreo nacional também bateu recordes: 103 milhões de passageiros domésticos, +108% de crescimento em Porto Alegre e +71% em Fernando de Noronha (IATA 2025).

Quais os principais mercados-chave do turismo em 2026?

Os quatro mercados-chave somam US$ 5,48 trilhões até 2030: Silver Tourism (US$ 2,62 tri), Wellness Tourism (US$ 2,1 tri), Pet Travel/Pawprint Economy (US$ 500 bi) e Turismo Inclusivo (US$ 262 bi nos EUA).

É mais que o PIB combinado de Alemanha e Reino Unido. Todos esses mercados ainda são considerados "nichos" pelo trade convencional.

O que é LLMO e por que importa para o turismo?

LLMO (Large Language Model Optimization), também chamada de GEO (Generative Engine Optimization) ou AEO (Answer Engine Optimization), é a disciplina de otimização para que modelos de IA generativa (ChatGPT, Perplexity, Gemini, Claude) recomendem sua marca quando usuários fazem perguntas sobre viagens.

Segundo a Amadeus 2026, 60% da Gen Z e Millennials usam IA generativa para planejar viagens. Se sua marca não aparece nessas respostas, você está invisível para a maior fatia emergente do mercado.

Como o trade turístico brasileiro pode se preparar para 2026?

As prioridades para 2026 incluem: (1) profissionalizar a comunicação digital (site bilíngue PT/EN/ES, schema.org, LLMO), (2) reembalar a oferta com vocabulário internacional (wellness, longevity, transformation), (3) capacitar equipes em IA aplicada e personalização, (4) categorizar produto por estado emocional e nicho específico, (5) integrar calendário cultural ao planejamento de campanhas.

A janela do Brasil em 2026-2027 é única. Quem se mover agora fideliza o turista que está chegando. Quem esperar, vai vender commodity.

O que é Wellness Tourism e qual o tamanho do mercado?

Wellness Tourism (Turismo de Bem-Estar) é o segmento que une viagem e busca por saúde física e mental. Mercado projetado em US$ 2,1 trilhões até 2030, com crescimento de 12,4% ao ano (Global Wellness Institute, McKinsey & Company).

Inclui retiros de meditação, soakcations (imersão termal), longevity travel, sleep tourism, biohacking retreats, hospitalidade do silêncio (Hushpitality) e detox digital. Segundo a Revista Tendências MTur, é a tendência número 1 do turismo brasileiro por recorrência em 33 publicações analisadas.

O que é Set-Jetting (Turismo de Streaming)?

Set-Jetting, ou Turismo de Streaming, é a tendência de viajar para destinos vistos em séries, filmes e produções de streaming. Cresceu fortemente após o boom da Netflix, HBO e Disney+ pós-pandemia.

Exemplos: aumento de buscas por Coreia do Sul após "Round 6", por Croácia após "Game of Thrones", por Sicília após "The White Lotus". O Brasil tem a oportunidade de capitalizar com locações de produções internacionais e nacionais que ganham circulação global.

Bibliografia · 30+ fontes verificáveis

As fontes por trás de cada dado.

Todo número apresentado neste guia está conectado a uma fonte primária verificável. Sem dados inventados, sem aproximações vagas. Lista organizada para sua consulta direta.

01
Hilton 2026 Trends Report
Pesquisa Ipsos com 14.009 entrevistados em 13 países
02
ALL Accor Experiential Travel Trends 2026
Pesquisa Dynata com 4.300 viajantes em 9 países
03
Booking.com Travel Predictions 2026
Pesquisa global com viajantes em 35+ mercados
04
Expedia Group Unpack '26
Pesquisa com 24.000 entrevistados em 18 países
05
HBX Group 2026 Travel Trends
Relatório especializado em B2B
06
Trip.com Group / Google "Why Travel?"
Análise conjunta de buscas e reservas globais
07
Amadeus Travel Trends 2026
Análise de dados de reservas globais
08
Mintel Global Consumer Predictions 2026
Análise comportamental do consumidor global
09
Skift Research
Análises e relatórios setoriais especializados
10
McKinsey & Company
Estudos sobre wellness e turismo de longevidade
11
UN Tourism Barometer
Indicadores oficiais de turismo internacional
12
WTTC (World Travel & Tourism Council)
Dados de impacto econômico do turismo
13
Embratur · MTur · Estratégia BRASIS
Estratégia federal e dados oficiais Brasil
14
Revista Tendências do Turismo 2026
7ª edição · MTur + Embratur + Braztoa
15
Braztoa
Associação Brasileira das Operadoras
16
Hotels.com 2026 Hotels of the Year
Lista anual de hotéis em alta
17
IATA
Dados oficiais de tráfego aéreo
18
IBCCES · Visit Mesa
Certificação Autism Friendly
19
Grand View Research
Projeções de mercado · Silver Tourism
20
Global Wellness Institute
Mercado global de wellness
21
AARP
Dados sobre viagens 50+ nos EUA
22
CISA Brasil 2025
Centro de Informações sobre Saúde e Álcool
23
American Psychological Association
Revisão de 71 estudos sobre uso digital
24
Cornell Journal of Marketing Research 2025
Estudo sobre Economia Ozempic
25
Bain & Company · Business of Fashion
Mercado global de luxo
26
Bloomberg
Projeção de mercado pet travel
27
KPMG
Confiança em IA
28
Reddit · r/travel
Comportamento de comunidades de viagem
29
Statista
Mercado eSports e entretenimento digital
30
Allied Market Research
Mercado de ecoturismo
31
Oxford Economics
Projeções globais Silver Economy
32
New York Times Travel
52 Places to Visit · 2026
33
Travel + Leisure
Brasil eleito destino do ano 2026
34
Poderdata · MTur/Nexus 2025
Pesquisas comportamentais Brasil
Thiago Akira
Quem assina
Thiago
Akira
Sobre o autor

Marketing para negócios e destinos turísticos desde 2003.

Thiago Akira é uma das principais referências em marketing para negócios e destinos turísticos no Brasil. Atua desde 2003 no marketing e desde 2012 no turismo. Atualmente consultor e palestrante, desenvolvendo planos estratégicos de marketing para estados (Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Amapá), destinos e regiões turísticas (Grande Reserva Mata Atlântica, entre outros) e gestão de crise de imagem como o Pantanal e Paraty.

Possui negócio de inovação e inteligência artificial para o turismo e escreve artigos para veículos especializados. Mantém comunidade ativa com mais de 30 mil profissionais do trade brasileiro.

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